Ridley Scott relembrou em uma recente entrevista a Variety sobre algumas críticas que recebeu no início de sua carreira por “não fazer filmes de pessoas normais”. A estreia de Scott como cineasta foi com o drama histórico Os Duelistas, vencedor em Cannes, seguido por obras marcantes como Alien, Blade Runner e a fantasia A Lenda.

    “De todos esses, apenas um foi realmente bem-sucedido, mas são quatro filmes muito bons para começar. Então, eu sabia que estava no caminho certo. Contudo, um dia alguém de um estúdio me disse: ‘Por que você não faz um filme sobre pessoas normais?’ E eu respondi: ‘O que diabos isso significa?’. Afinal, ninguém é normal, a menos que você seja totalmente chato, certo?”, comentou Scott.

    Ao falar sobre Blade Runner, ele relembrou a crítica contundente de Pauline Kael, que, segundo ele, “destruiu” o filme em sua resenha. “Eu nunca a conheci. Para mim, parecia quase espionagem industrial, porque você está arruinando um produto antes mesmo de ele chegar ao público”, lamentou o cineasta.

    Apesar das dificuldades, Scott mantém uma visão otimista sobre sua trajetória. “Todos esses filmes são bons, então há algo errado com o público ou com o marketing. Mas, sabe, não sou amargo. Estou muito feliz onde estou. Essa é a melhor atitude: amar todos os seus filmes, confiar no trabalho e seguir em frente.”

    Ridley Scott fala sobre o fracasso de Prometheus

    Prometheus, um prequel de Alien lançado em 2012 voltou aos holofotes devido a uma declaração de Ridley Scott ao Deadline nos últimos dias. O diretor admitiu ter ficado desgostoso com a produção e revelou ter tido expectativas maiores. O filme é considerado até hoje um dos fracassos da franquia.

    “Eu sentei com o grande roteirista Damon Lindelof e nós reconstruímos a ressurreição daquela era e como ela evoluiu para o Alien, mas nós estávamos dormindo no volante”, disse o diretor.

    “Meus conselheiros, que francamente não estão mais comigo, estavam dormindo no volante também, certamente. E eu me culpo parcialmente, exceto que eu estava muito ocupado fazendo outros filmes. Então o filme foi deixado de lado, e isso não deveria ter acontecido”, revelou.

    Apesar de uma bilheteria relativamente sólida (arrecadou cerca de $403 milhões mundialmente contra um orçamento de $130 milhões), o longa foi amplamente criticado pela audiência e críticos, dividindo opiniões e sendo considerado, por muitos, um fracasso em termos de narrativa e impacto cultural.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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