O ator Richard Gere, de 76 anos, afirmou não ter levado o banimento de duas décadas do Oscar para o lado pessoal. O estadunidense ficou fora da principal premiação do Cinema entre 1993 e 2013 por adotar um tom político e denunciar a tensa relação e conflito entre China e Tibete.
“Não achei que houvesse vilões na situação”, avaliou, em entrevista à Variety, publicada nesta quarta-feira (3/12).
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Ativista declarado pela independência do Tibete, região que a China considera como autônoma em seu território, Gere garante que não tem intenção de gerar prejuízos a ninguém com suas ações. “Quero combater a exclusão. Quero combater as violações dos direitos humanos”, acrescenta.
Richard pontuou ainda que tenta se manter próximo aos ideais do monge tibetano e ex-chefe de Estado, Dalai Lama.“[…] tento me manter o mais próximo possível da perspectiva de Sua Santidade… de que todos são redimíveis e, no fim, todos precisam ser redimidos ou nenhum de nós será. Então, nesse sentido, não levo para o lado pessoal”, diz.
Há pouco mais de três décadas, a declaração que levou ao banimento do astro de Uma Linda Mulher, citou a “terrível, terrível questão de direitos humanos”, no qual ele pediu liberdade aos habitantes do Tibete.
“[…] se todos nós pudéssemos enviar amor, verdade e um pouco de bom senso a Deng Xiaoping [ex-presidente da Comissão Militar Central da China] agora em Pequim, que ele retirasse suas tropas e os chineses do Tibete e permitisse que as pessoas vivessem novamente como um povo livre e independente”, disse na ocasião.
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