O filme Queer, novo projeto de Luca Guadagnino que ficou conhecido por Me Chame Pelo Seu Nome, ganhou um trailer oficial na manhã dessa terça-feira (29). O filme traz Daniel Craig dando vida William Lee, um expatriado americano gay e viciado em drogas.

    Confira:

    Baseado no romance de 1985 de William S. Burroughs, Queer acompanha Lee, um expatriado americano que vive em isolamento quase completo, exceto por breves encontros com um pequeno círculo de conhecidos. Quando ele conhece Eugene Allerton (interpretado por Drew Starkey), um jovem estudante recém-chegado à cidade, Lee vê a possibilidade de finalmente formar uma conexão íntima e significativa com alguém. O filme também conta com Omar Apolo, Jason Schwartzman e o brasileiro Henry Zaga.

    A MUBI adquiriu os direitos do filme tanto na América Latina quanto em alguns países da Europa. Ainda não há uma previsão de estreia no catálogo aqui no Brasil, mas o filme vai ganhar uma exibição nos cinemas americanos em novembro.

    Vale lembrar que Queer pode levar Daniel Craig a ganhar a primeira estatueta de sua carreira, já que diversos veículos americanos rasgaram elogios durante o Festival de Veneza, no mês passado, onde o filme foi exibido pela primeira vez.

    Revistas como a Variety, Empire e Hollywood Reporter destacaram a performance do ator ao viver um personagem LGBTQIAPN+.

    Independente disso, a encarnação de William Lee por Craig — tanto física quanto emocionalmente — permite ao ator habitar por completo o mundo vividamente imaginado por Guadagnino. É um papel dinâmico e complexo, que raramente é assumido por atores de sua estatura, e ainda mais raro de ser executado com tanta habilidade”, afirmou a Variety.

    O veículo também descreve sua atuação como uma das melhores de sua carreira ao interpretar um homem “emocionalmente devastado”. Daniel Craig teria chance de brilhar no período de premiações, se os jurados não se sentirem incomodados com as diversas cenas de sexo presentes no filme.

    Vale ressaltar que papéis LGBTQ+ não têm sido um grande obstáculo para candidatos ao Oscar. Desde o personagem de Paul Newman em Gata em Teto de Zinco Quente (1958) até a interpretação de Colman Domingo como o líder dos direitos civis Bayard Rustin em Rustin, no ano passado, personagens queer têm sido regularmente considerados pela Academia.

    Também devemos lembrar de Rami Malek que ganhou a estatueta em 2018 por interpretar Freddie Mercury em sua cinebiografia e mostrar a luta do cantor contra a AIDS antes de sua morte.


    Deixe seu comentário

    Adoraríamos saber sua opinião!


    Descubra mais sobre Epipoca

    Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

    Compartilhe

    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

    ×

    URL Copiada com Sucesso