Para muitas pessoas no Brasil, o transplante de órgãos é a única chance de continuar vivendo. O país tem um dos maiores sistemas de transplantes do mundo, tanto públicos quanto privados, mas ainda precisa melhorar em vários pontos.
A nova série brasileira Operação Transplante mostra essa realidade de perto. A cada quinta-feira, às 19h, um novo episódio é exibido na plataforma Max e no canal Discovery Home & Health.
A seguir, veja cinco curiosidades sobre os transplantes no Brasil, com base em dados de 2024 da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT):
1 – Em 2024, foram realizados 72 transplantes por dia no país
Ao longo do ano passado, o Brasil realizou 26.368 transplantes, sendo eles: 6.297 de rins, 2.449 de fígado, 440 de coração, 93 de pulmão e 17.089 de córneas. A maioria dos procedimentos — 88% — foi feita pelo SUS.
2 – O rim é o órgão mais transplantado (e com a maior taxa de sucesso)
Foram 6.297 transplantes renais realizados em 2024. A boa notícia: 97% dos pacientes sobrevivem ao primeiro ano após a cirurgia — uma das taxas mais altas entre todos os órgãos. Para comparação, a taxa de sobrevida no primeiro ano é de 75% para transplante de fígado, 73% para coração e 70% para pulmão (no caso de transplante unilateral).
2 – Tempo é vida: cada órgão tem seu “relógio”
Após a retirada do corpo do doador, os órgãos têm um tempo limitado para serem transplantados. Veja alguns exemplos:
- Coração: até 4 horas
- Pulmão: até 6 horas
- Fígado: até 12 horas
- Rins: até 24 horas
4 – A maior barreira dos transplantes ainda é a não autorização da família
Mesmo quando a pessoa manifestou desejo de doar, a autorização dos familiares é obrigatória. Em 2024, 46% das famílias brasileiras disseram não à doação — uma taxa que se mantém alta e que impede milhares de vidas de serem salvas.
5 – Transplante de pulmão ainda é raro no país
Apesar dos avanços, apenas 93 transplantes pulmonares foram realizados no ano passado. A taxa de sobrevida no primeiro ano é de 70%, e os desafios logísticos — como tempo curto para o transporte — ainda dificultam a expansão. Outro fator que contribui para os números ainda baixos é que esse tipo de transplante é realizado em apenas quatro estados do país, o que aumenta a complexidade logística e limita o acesso de pacientes em outras regiões.
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