
A Netflix recentemente resolveu um dos seus principais dilemas que impediam a plataforma de produzir novelas.
A gigante do streaming demitiu Maria Ângela de Jesus, até então sua diretora de dramaturgia que não era a favor da produção de novelas.
Agora, os representantes da plataforma nos EUA estariam em negociação com a Globoplay (plataforma de streaming do Grupo Globo) para viabilizar a produção de uma megaprodução do gênero segundo o site NaTelinha. Teria partido da Netflix a ideia que sua primeira novela fosse brasileira.
Neste caso, a produção ocorreria toda no Brasil e os direitos do folhetim pertenceriam tanto à Netflix como à Globoplay, que teria a primazia de exibição do conteúdo no Brasil.
Em entrevista recente para o já citado site, Francisco Santos, chefe da Netflix na América Latina, garante que não há resistência por parte da plataforma em produzir novelas:
“Pelo contrário, acreditamos que esta experiência é um elemento importante para se produzir conteúdo de qualidade e o Brasil é conhecido por seus incríveis novelistas. Eles criaram histórias que moldaram a narrativa da TV no Brasil e estamos ansiosos para uma parceria em um futuro próximo”, garante.
O empresário também acredita que produzir novelas estejam num plano futuro da plataforma.
“Particularmente, adoro as novelas brasileiras. Sou mexicano e cresci assistindo às novelas mexicanas e brasileiras. Já fizemos algumas no México, a primeira, Desejo Obscuro, que foi muito bem recebida no Brasil. Claro que produzir uma novela brasileira é uma ambição e parte do nosso plano, mas não tenho mais informações para compartilhar neste momento”, afirma Santos.
O diretor ainda dá dicas sobre como novos roteiristas e escritores podem conquistar uma vaga na plataforma.
“Meu conselho para roteiristas ou qualquer pessoa que queira trabalhar por trás das câmeras no cinema ou na televisão é que a experiência é o único caminho e nenhum trabalho é pequeno. Para roteiristas em início de carreira, eu diria: escreva curtas-metragens, aceite empregos como assistente de salas de escritores estabelecidos, faça o máximo possível de cursos (…) leia romances, poesia, assista filmes clássicos…”, aconselha Santos.
A Netflix pretenderia investir cerca de R$ 288 milhões de reais na obra que ajudaria a diversificar o catálogo do streaming. A Globoplay teria se pronunciado a respeito da matéria, dizendo desconhecer tal negociação.
Deixe seu comentário
Adoraríamos saber sua opinião!
Descubra mais sobre Epipoca
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




