Poucos dias após a estreia de seu primeiro filme, Manas, a diretora Marianna Brennand foi premiada com o Women In Motion Emerging Talent Award 2025, iniciativa da Kering em parceria com o Festival de Cannes.

    A premiação aconteceu em 18 de maio, durante um jantar especial na Riviera Francesa, e destacou mulheres promissoras no cinema, comemorando também os 10 anos do prêmio.

    Na mesma noite, a atriz Nicole Kidman foi homenageada por sua carreira. Conhecida por defender a representatividade feminina no cinema, sua presença tornou o evento ainda mais marcante.

    “Ser a primeira brasileira a receber o Women in Motion Emerging Talent Award é uma conquista que carrega força coletiva. Traz visibilidade não só pra mim, mas pra todas as mulheres incríveis que constroem o cinema ao meu lado — colegas, parceiras, amigas de jornada”, afirmou Marianna.

    “Receber esse prêmio ao lado de Nicole Kidman, que tem um compromisso público com a representatividade feminina e se propôs a trabalhar com uma diretora mulher por ano, torna tudo ainda mais simbólico. Esse reconhecimento fortalece meu compromisso com um cinema de impacto, e me enche de fôlego pra seguir criando com coragem, afeto e propósito”.

    Jamilli Correa como Marcielle em Manas (Reprodução / Paris Filmes)
    Jamilli Correa como Marcielle em Manas (Reprodução / Paris Filmes)

    O filme Manas estreou nos cinemas brasileiros em 15 de maio, com distribuição da Paris Filmes. Considerado um dos lançamentos nacionais mais esperados do ano, já recebeu mais de 20 prêmios desde sua estreia mundial no Festival de Veneza, onde venceu o principal prêmio da mostra Giornate Degli Autori.

    Desde então, tem sido premiado em todos os festivais por onde passou. O projeto contou com o apoio de grandes nomes do cinema, como Walter Salles e os irmãos Dardenne, que atuaram como produtores associados desde a fase de roteiro.

    Manas conta a história de Tielle, uma garota de 13 anos que vive na Ilha do Marajó com a família. Ela admira a irmã mais velha, Claudinha, que teria ido embora após encontrar um “homem bom”. Com o tempo, Tielle começa a perceber a dura realidade ao seu redor e se vê presa em situações abusivas. Preocupada com a irmã mais nova e com poucas perspectivas para o futuro, ela decide enfrentar a violência que afeta sua família e outras mulheres ao seu redor.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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