Com um tom de nostalgia e crítica cultural, o famoso filme Lua de Cristal, estrelado por Xuxa Meneghel e Sergio Mallandro (disponível no Globoplay), completa 35 anos e ganha um novo documentário: Lua de Cristal às Avessas. A produção, que foi interrompida em 2020 por causa da pandemia, agora retorna de forma independente e sem fins lucrativos.

    A estreia acontece no dia 20 de junho, às 20h, com transmissão gratuita e ao vivo no canal Descontrole Remoto, no YouTube. Dirigido por Rodrigo Nicodemo, o documentário mostra os bastidores do filme e analisa o impacto cultural de um dos maiores sucessos do cinema brasileiro — que atraiu mais de 5 milhões de pessoas aos cinemas e marcou a infância de uma geração inteira.

    Junto com Gabriel Silva (RJ), Rodrigo Nicodemo teve a ideia do projeto e transformou sua admiração de infância em um trabalho de pesquisa sobre cultura pop. Eles buscaram reconstruir memórias, mostrar os bastidores e contar o legado do filme lançado em 1990.

    Nicodemo também faz parte da equipe de pesquisadores do documentário Xuxa, do Globoplay. O documentário Lua de Cristal às Avessas só pôde ser realizado graças ao apoio da Lei Paulo Gustavo, por meio de um edital da cidade de Poá (SP), onde o diretor mora.

    Lua de Cristal às Avessas apresenta entrevistas inéditas com pessoas importantes para o filme original e com personalidades que foram influenciadas por ele.

    Entre os entrevistados estão Tizuka Yamasaki (diretora), Diler Trindade (produtor), Yoya Wursch (roteirista), Michael Sullivan (compositor), Oswaldo Eduardo Lioi (cenógrafo), Abdullah (músico), Marcello Faustini e Alexandre Canhoni (ex-Paquitos), Julia Lemmertz e Adressa Koetz (atrizes), Avellar Love (João Penca e Seus Miquinhos Amestrados), Paulo Vieira (humorista e fã declarado de Xuxa) e uma das últimas participações audiovisuais da atriz Marilu Bueno, falecida em 2022.

    Mais que uma homenagem, Lua de Cristal às Avessas faz uma análise crítica e resgata um período de mudanças no cinema brasileiro, especialmente durante o governo Collor, refletindo sobre a produção para o público jovem. Sem making of oficial na época, o documentário se torna um registro importante da memória cultural, mas não conta com a participação de Xuxa por questões contratuais.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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