Invocação do Mal 4: O Último Ritual chega como a grande despedida da franquia que transformou Ed e Lorraine Warren em ícones do terror moderno. Dirigido por Michael Chaves, com Vera FarmigaPatrick Wilson e Mia Tomlinson no elenco, o longa busca equilibrar momentos de horror sobrenatural com a emoção de revisitar personagens e objetos que marcaram a saga.

    A narrativa começa com um flashback em 1964, quando Ed e Lorraine, grávida, são chamados para lidar com uma família atormentada. Durante o caso, uma presença sobrenatural se manifesta e segue a médium até o hospital, culminando em uma cena intensa de parto. Além de reforçar a fragilidade espiritual da personagem, essa cena estabelece o vínculo de Judy com seu dom, já que a filha dos Warren cresce herdando a sensibilidade da mãe.

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    O filme então avança para 1986, na Pensilvânia, apresentando a família Smurl, que recebe de presente um espelho antigo, ligado diretamente ao passado dos Warren. Desde o início, o objeto demonstra sinais perturbadores, apagando velas e provocando fenômenos estranhos.

    Família Smurl reunida na escada após manifestações sobrenaturais
    A família Smurl presencia atividades estranhas na casa, aumentando a tensão em Invocação do Mal 4.
    (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

    Quando uma das filhas da família começa a ver figuras sombrias refletidas no vidro, a tensão se intensifica. As manifestações, embora impactantes, nem sempre alcançam o mesmo nível de criatividade visual de vilões icônicos anteriores, como a Freira. Paralelamente, Ed e Lorraine vivem uma rotina mais discreta após os eventos dos filmes anteriores, ainda marcados pelos problemas cardíacos de Ed.

    Judy, agora adulta, passa a enfrentar cada vez mais visões perturbadoras, mesmo tentando reprimi-las com os ensinamentos da mãe. Sua relação com o namorado Tony traz momentos leves ao longa, mas também funciona como ponte para revisitar personagens e objetos clássicos, incluindo o famoso museu de artefatos, que reaparece em destaque.

    Em Invocação do Mal, Lorraine Warren e Judy investigam a casa
    Lorraine e Judy enfrentam juntas os horrores da casa dos Smurl em Invocação do Mal 4 (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

    Aos poucos, os caminhos dos Smurl e dos Warren começam a se cruzar, mas a demora nessa conexão enfraquece o ritmo narrativo. Quando finalmente se encontram, a tensão cresce, e o filme mergulha em sequências de possessão e exorcismo, que trazem o tom clássico da franquia. A alternância de perspectivas, entre a família Smurl e os Warren, ajuda a construir expectativa, mas também alonga a narrativa além do necessário.

    Visualmente, O Último Ritual aposta novamente na escuridão para criar atmosfera, algo que reforça a sensação de perigo, mas em excesso compromete a clareza de algumas cenas. Em contrapartida, a ambientação nos anos 1980 é bem explorada, com referências culturais, figurinos e cenários que reforçam a nostalgia.

    O grande destaque está no núcleo emocional da família Warren. Vera Farmiga e Patrick Wilson seguem entregando interpretações sólidas, transmitindo tanto fé quanto desgaste, enquanto Mia Tomlinson consegue se afirmar como Judy, equilibrando vulnerabilidade e coragem. Essa tríade garante os momentos mais emocionantes do longa, especialmente quando mãe e filha se veem forçadas a encarar juntas o peso do legado espiritual.

    Espelho amaldiçoado reflete o mal
    O espelho, objeto central da trama, manifesta forças demoníacas em Invocação do Mal 4.
    (Divulgação/Warner Bros. Pictures)

    Entre os pontos altos, estão o apelo nostálgico, as conexões com filmes anteriores e a ênfase nos laços familiares como motor do enredo. Entre os problemas, destacam-se a demora em unir as tramas, algumas manifestações pouco inspiradas e um clímax resolvido de forma acelerada.

    Afinal, Invocação do Mal 4: O Último Ritual vale a pena?

    No balanço final, Invocação do Mal 4: O Último Ritual pode não ser o filme mais assustador da franquia, mas entrega um encerramento que mescla terror, emoção e homenagens. Para novos espectadores, funciona como um típico terror sobrenatural; para os fãs de longa data, é uma despedida carregada de significados, capaz de fechar o ciclo dos Warren com respeito e intensidade.

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    Licenciada e mestranda pela Universidade Federal de Pelotas, começou a produzir conteúdo em 2023 e desde então mergulha no universo do cinema e das séries, com um olhar afiado para críticas, listas e tudo que envolve a tela.

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