O canal Lifetime lançará o filme biográfico Gloria Gaynor: I Will Survive, que destaca a importância da artista e de sua canção mais icônica, que se tornou um hino mundial de resistência, especialmente para mulheres e a comunidade LGBTQIA+.

    O site E-Pipoca teve a oportunidade de participar de uma coletiva de imprensa com a participação de Gloria Gaynor sobre sua cinebiografia. Confira a seguir um resumo do que acontece durante o bate-papo.

    Cantora fala sobre a força por trás do sucesso, os desafios pessoais revelados no filme e sua admiração por ícones da música clássica

    Durante a coletiva de imprensa, Gloria Gaynor falou sobre o significado pessoal de “I Will Survive”, afirmando que a música transmite força, fé e esperança. Ela explicou que a ideia do filme surgiu após Robin Roberts assistir ao seu documentário e decidir produzir o biopic com a Lifetime.

    A artista comentou que o longa revela aspectos íntimos de sua trajetória, incluindo desafios no casamento e na carreira. Gaynor elogiou Joaquina Kalukango, atriz escolhida para interpretá-la, e comentou sua admiração por artistas como Nat King Cole, Ella Fitzgerald e Frank Sinatra, mais do que por contemporâneas como Donna Summer ou Diana Ross.

    Ela também destacou outras músicas de seu repertório que, segundo ela, foram ofuscadas pela popularidade de I Will Survive e não receberam a devida promoção, como You’re All I Need to Get By e Even a Fool Lets Go.

    O evento foi encerrado com perguntas de jornalistas da América Latina e a participação musical da própria Gloria, que cantou um trecho de uma nova canção de seu álbum mais recente.

    Gloria Gaynor revela a importância da fé e da resiliência em sua cinebiografia, e reflete sobre desafios pessoais, amizade com Donna Summer e apoio à comunidade LGBTQIA+

    Gloria destacou que fez questão de incluir sua fé cristã como elemento central do filme, principalmente um episódio em que quase usou drogas, mas foi impedida por uma experiência espiritual. Para ela, foi essencial mostrar como sua fé a ajudou a superar desafios e se tornar mais forte.

    A artista relembrou com carinho os momentos positivos do início de sua carreira, especialmente suas passagens por Viña del Mar e Argentina, e o impacto global de I Will Survive, que chegou ao topo das paradas da Billboard duas vezes. Também comentou com afeto sua relação com Donna Summer, com quem manteve uma amizade respeitosa.

    Sobre os desafios de fazer a cinebiografia, Gloria afirmou que o mais difícil foi escolher quais partes da vida incluir. Ela espera que o público — especialmente as novas gerações — receba a mensagem de que é possível não só sobreviver, mas prosperar, desde que encontrem força em algo maior, no seu caso, em Deus.

    Ela reforçou que o meio artístico exige trabalho duro e vocação. Comentou também o impacto de sua mãe em sua formação, mesmo tendo falecido cedo, e lamentou a falta de amor nas manifestações violentas atuais, como as que ocorrem em Los Angeles.

    Questionada sobre os tempos difíceis para a comunidade LGBTQIA+, especialmente durante o Mês do Orgulho, Gloria se mostrou solidária e preocupada com o aumento do ódio. Disse acreditar que o mal age nos bastidores e defendeu o respeito às crenças e à liberdade de cada um, reiterando que a fé deve ser compartilhada com amor, não imposta.

    Gloria Gaynor fala sobre a dor da perda da mãe, a força de I Will Survive e a missão de inspirar gerações com sua fé e música

    Gloria Gaynor revelou que a parte mais difícil da biografia foi revisitar a perda de sua mãe, que considerou o momento mais doloroso de sua vida. Ver sua história representada na tela teve um efeito catártico e curativo, ajudando-a a perceber o quanto superou e podendo inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo.

    Sobre continuar sendo chamada de “rainha das pistas de dança”, ela se sente honrada, especialmente por ter sido escolhida pelo público e pelos DJs. A canção I Will Survive continua sendo sua maior conexão com o público — que hoje inclui pessoas de todas as idades, de 8 a 80 anos — e acredita que foi um presente de Deus, com a responsabilidade de levá-la ao mundo como forma de força e esperança.

    Gloria contou que a música foi inicialmente gravada como lado B de um single, mas ela se identificou com a letra profundamente, especialmente por estar se recuperando de uma cirurgia e do luto pela mãe. Desde então, passou a ver sua missão como elevar, animar e empoderar por meio da música, sempre pautada por sua fé cristã.

    Ela também falou sobre a liberdade artística nos anos 1980 e 1990, que considera maior do que hoje, e refletiu sobre a importância da fé na escolha do repertório ao longo de sua carreira. Questionada sobre a recepção entre o público jovem, ela confirmou que as novas gerações também se identificam com sua música, que se tornou uma “relíquia familiar”.

    Gloria afirmou estar em constante turnê internacional, com shows programados pela Europa, e comentou que não deixou nada importante de fora do filme de forma intencional. Disse ainda que se sentiu muito bem representada pela atriz Joaquina Kalukango, protagonista do biopic, e celebrou a experiência de poder ver sua própria história contada ainda em vida — algo que descreveu como edificante, fortalecedor e empoderador.

    Gloria Gaynor reflete sobre autenticidade, fé e legado em cinebiografia lançada no Mês do Orgulho

    Gloria Gaynor compartilhou reflexões emocionantes sobre sua trajetória, destacando que, se pudesse falar com sua versão mais jovem, diria para ser autêntica e reconhecer seu próprio valor, sem tentar imitar ninguém. Sobre o filme, afirmou que não houve censura quanto ao conteúdo, apenas limitações naturais do formato. O único ponto que evitou explorar profundamente foi a história de seu ex-marido.

    Ao assistir à cinebiografia, ficou surpresa com a semelhança física e emocional da atriz Joaquina Kalukango em momentos-chave. Entre as cenas mais marcantes, destacou a recriação do episódio em que quase usou drogas, mas foi salva por sua fé, e também o reconhecimento que recebeu como “Rainha das Discotecas”, especialmente no histórico evento no Studio 54.

    Gloria reforçou o impacto da música I Will Survive, que continua a mobilizar gerações, inclusive o público LGBTQIA+, com quem tem uma relação forte e afetuosa. Embora ela não tenha decidido a data de estreia da cinebiografia, a emissora Lifetime confirmou que foi estrategicamente programada para o Mês do Orgulho, como forma de homenagem.

    Sobre o futuro, Gloria deixou claro que a produção não é um encerramento, mas sim uma continuação de sua carreira, e reafirmou que continua ativa em turnês ao redor do mundo.

    Por fim, convidou o público a assistir ao filme Gloria Gaynor: I Will Survive, esperando que a história inspire, fortaleça e encoraje, assim como sua música sempre buscou fazer.

    A produção original chega ao Lifetime no dia 28 de junho às 22h.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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