O ator americano Eric Dane morreu aos 53 anos nessa quinta-feira (19), após enfrentar a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença neurodegenerativa progressiva que compromete os neurônios motores. O artista havia tornado público o diagnóstico em abril do ano passado.
🕊️ Confira um relato de Eric Dane sobre a ELA:
Nascido em 9 de novembro de 1972, em San Francisco, Dane iniciou sua trajetória artística ainda jovem, após participar de uma montagem escolar da peça All My Sons, do dramaturgo Arthur Miller.
Antes de alcançar projeção internacional, fez participações em séries populares dos anos 1990, como Saved by the Bell, The Wonder Years, Roseanne e Married… with Children. Em 2003, passou a integrar o elenco da sexta temporada de Charmed, ampliando sua presença na televisão americana.
Sucesso em Grey’s Anatomy
O papel mais marcante de sua carreira foi o do cirurgião plástico Mark Sloan em Grey’s Anatomy. O personagem apareceu pela primeira vez na segunda temporada, em 2006, e conquistou rapidamente o público pelo carisma e pelo apelido “McSteamy”, aparecendo em mais de 140 episódios.
Ao longo das temporadas seguintes, Mark Sloan viveu um relacionamento com Lexie Grey, irmã da protagonista Meredith Grey. O casal, apelidado pelos fãs de “Slexie”, tornou-se um dos mais populares da série.
A trajetória do personagem chegou ao fim na nona temporada, quando Sloan e Lexie morreram após um acidente de avião — episódio considerado um dos mais trágicos da história da produção. Após deixar o drama médico, Dane protagonizou a série The Last Ship, lançada em 2014.
Cinema e novos papéis
No cinema, o ator participou de produções de grande alcance comercial, como X-Men: O Confronto Final, Valentine’s Day, Marley & Eu e Burlesque. Seu último grande trabalho na televisão foi na série Euphoria, da HBO, na qual interpretou Cal Jacobs, personagem complexo que apresentou uma faceta mais dramática de sua atuação.
Luta contra a doença
Em entrevista à revista People, em abril do ano passado, Eric Dane revelou que havia sido diagnosticado com ELA. “ELA é uma doença terrível”, declarou na ocasião.
A esclerose lateral amiotrófica provoca degeneração progressiva do sistema nervoso, levando à perda gradual da capacidade de falar, caminhar, se alimentar e respirar sem auxílio. Embora não exista cura, alguns medicamentos podem retardar o avanço do quadro.
Ao longo da vida, o ator também falou publicamente sobre a luta contra a depressão e a dependência de medicamentos analgésicos, iniciada após uma lesão esportiva. Em 2011, ele passou por um processo de reabilitação.
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