Cena do documentario Chorao Marginal Alado Divulgacao
    Cena do documentário Chorão: Marginal Alado (Divulgação)

    Após 8 anos de trabalho, enfim documentário Chorão: Marginal Alado, que mostra a vida do líder e vocalista da banda Charlie Brown Jr., Chorão, por meio de entrevistas com familiares, amigos e parceiros de trabalho, foi lançado.

    Produzido pela produtora Bravura e distribuído pela 02 Play, o documentário com cerca de 80 minutos, foi dirigido por Felipe Novaes e contou com Hugo Prata e Fábio Zavala como produtores.

    A equipe do documentário deu uma coletiva de imprensa nesta semana para falar do lançamento do projeto e contar alguns detalhes sobre a produção.

    O diretor do filme revelou que para chegar ao material apresentado em Chorão: Marginal Alado, além do que foi produzido, sua equipe editou cerca de 600 horas de audiovisual obtido na internet e com emissoras de TV.

    Ele conta que também teve acesso a mais 700 horas de vídeos do arquivo pessoal do músico, produzidos pelo cinegrafista oficial do cantor, Jerri Rossato.

    Segundo Novaes, apenas só 0,01% de todo o conteúdo adquirido foi parar na edição final do documentário.

    O documentário mostra um lado altruísta de Chorão, que poucas pessoas conheciam, além de sua paixão por skate, o relacionamento dele com o filho e as confusões e brigas que ele causou ao longo de sua carreira.

    O diretor da produção disse que fez questão de mostrar que Chorão tinha muitos lados, inclusive um bom e generoso o suficiente para doar uma prótese de US$ 42 mil para um skatista amputado.

    “Percebi que o Chorão não era diferente de todos nós. Quis mostrar que ele enfrentava questões, mas, por ser muito intenso, se via em dificuldade de lidar com a massa de emoções”, ressaltou ele.

    Novaes falou sobre uma de suas cenas favoritas no documentário, quando uma fã furou o bloqueio de proteção em torno da banda, para declarar seu carinho por Chorão, aos prantos.

    A jovem admitiu ao músico que amava suas músicas, mas não tinha dinheiro para comprar seus discos e o líder de Charlie Brown Jr. disse a ela que não gastasse dinheiro com isso.

    “Você enxerga na cena a entrega genuína que ele tinha em relação ao público. É um cara que vivia da venda de discos dizendo para uma fã baixar músicas da internet”, declarou Felipe Novaes.

    Algo que o cineasta fez questão de destacar foi a importância, para o documentário, da última entrevista que fez com o baixista do Charlie Brown, Champignon, apenas uma semana antes de sua morte, que aconteceu em 9 de setembro de 2013.

    Segundo Novaes, o suicídio do baixista mudou tudo, dando um novo sentido a seu documentário.

    Chorão: Marginal Alado já está disponível nas plataformas Now, Google Play, Apple TV e Vivo Play.


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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