The Electric State está disponível na Netflix. O filme tem direção de Joe e Anthony Russo, os irmãos responsáveis pelos sucessos Vingadores: Guerra Infinita e Vingadores: Ultimato. A história é baseada em um livro de Simon Stålenhag.
A história acompanha Michelle (Millie Bobby Brown), uma jovem órfã que se une a um robô e embarca em uma missão para encontrar seu irmão há muito tempo desaparecido. Para chegar até seu objetivo, ela conta com a ajuda de Keats (Chris Pratt) e de vários robôs.
The Electric State vai muito além de uma aventura na estrada, a trama faz vários paralelos e críticas ao mundo atual. Um dos primeiros pontos a destacar no filme é que os robôs representam muitas minorias que sofrem discriminação, como também a classe trabalhadora explorada.
O filme também faz refletir sobre como a tecnologia é usada para controlar as massas, criando uma falsa sensação de que o mundo virtual é melhor do que a vida real, e como isso gera desconexão entre as pessoas.
Sobre os personagens, embora Michelle e Keats estejam no centro da história, são os robôs que roubam a cena. Os robôs tem mais coração que os personagens humanos, mesmo que suas histórias sejam menos desenvolvidas.
O coronel Bradbury de Giancarlo Esposito parece ameaçador a princípio, mas no fim, é só uma casca vazia que segue ordens. Já Ethan Skate de Stanley Tucci representa tudo o que é mais desprezível na humanidade, e embora o filme explique suas motivações para fazer o que faz, elas são rasas e não geram comoção.
Voltando aos robôs, acho que um dos momentos mais reflexivos e pesados de The Electric State é quando Sr. Amendoim fala como as pessoas não entendem como é ter “seu direito de existir dependente de um pedaço de papel“. Pessoas morrem todos os dias por sua cor de pele ou sexualidade, e que nem sempre uma lei funciona para que isso não aconteça.
Outro momento marcante de The Electric State acontece na batalha final e no fim da jornada de Michelle, onde a jovem tem uma grande decisão a tomar. Aqui o filme reflete sobre o que é estar vivo, e se a morte pode ser mesmo o fim de tudo.
O filme da Netflix também tem alguns momentos divertidos e várias referências aos anos 90. A cenas super coloridas são um contraste para a história sombria que conta. Os efeitos especiais são ótimos, e não dá para saber se os robôs são totalmente em CGI, fantoches/fantasias ou uma mistura dos dois.
The Electric State me fez lembrar de outras produções, como Jogador Nº 1, onde as pessoas passam mais tempo online do que na vida real, e assim como em Jogador Nº 1 e vários outros filmes do gênero, mostra que quanto mais avançada a tecnologia, mais devastado é o mundo e mais pobre é a vida das pessoas.
Outro momento interessante é quando o Sr. Amendoim diz que está recriando uma sociedade de robôs com eles fazendo coisas além do que foram programados. Na hora lembrei de Steven Universo, em que Steven e as Crystal Gems fazem a reabilitação de outras Gems na Terra, dando a elas a chance descobrirem novas habilidades e interesses além das que foram criadas.
The Electric State é ideal para fãs de ficção científica e distopias, principalmente aqueles que gostaram de Jogador Nº 1, Blade Runner e Love, Death & Robots. Também é uma boa escolha para quem aprecia narrativas emocionantes sobre identidade, opressão e existencialismo, ou para quem simplesmente curte um sci-fi.
Deixe seu comentário
Adoraríamos saber sua opinião!
Descubra mais sobre Epipoca
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




