Em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos a Marvel apresenta uma nova versão de sua primeira família de super-heróis. Depois de um acidente em missão, quatro cientistas ganham poderes extraordinários e precisam aprender a lidar com essas mudanças enquanto enfrentam uma ameaça cósmica que coloca a Terra em risco. Com direção de Matt Shakman, o filme vai além da ação e foca nas relações entre os personagens, dando mais profundidade ao enredo.

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Divulgação / Marvel)
    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Divulgação / Marvel)

    Logo nos primeiros minutos já dá para sentir que o filme não quer apenas impressionar com efeitos especiais ou piadinhas rápidas. Claro, as cenas de ação estão lá e são bem feitas, mas o que realmente chama atenção é o cuidado com as relações entre os personagens. A história tem coração. (Algo que foi apresentado em Thunderbolts*). 

    Pedro Pascal entrega um Reed Richards inteligente e contido, mas que vai se desmontando aos poucos conforme os conflitos crescem. Vanessa Kirby brilha como Sue Storm, talvez a mais centrada do grupo, e quem segura a barra quando tudo começa a desmoronar.

    Joseph Quinn é uma surpresa boa como Johnny: impulsivo, sim, mas também mais sensível do que o esperado. E Ebon Moss-Bachrach rouba cenas como Ben Grimm, o Coisa, com um equilíbrio bonito entre força física e fragilidade emocional.

    Franklin Richards em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Reprodução / Marvel)
    Franklin Richards em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Reprodução / Marvel)

    A adição de Franklin Richards, filho de Reed e Sue, é um dos pontos mais interessantes da trama. Ele não está ali só como “a criança fofa”. É por causa dele que os dilemas morais dos personagens ganham mais peso. A gente começa a se perguntar junto com eles: o que é mais importante, salvar o mundo ou proteger quem se ama?

    Do lado dos vilões, Galactus aparece, mas não traz aquela imponência que os fãs esperavam, e é aí que o filme falha. Mas a sorte é a presença da Surfista Prateada vivida por Julia Garner. A personagem tem camadas, arrependimentos, dilemas reais. Ela não é só uma vilã e acaba brilhando mais do que o poderoso devorador de mundos.

    Julia Garner como Shalla-Bal em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Reprodução / Marvel)
    Julia Garner como Shalla-Bal em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Reprodução / Marvel)

    O visual do filme é um show à parte. Cores bem usadas, efeitos que ajudam (e não atrapalham) a narrativa, e uma trilha sonora que sabe quando aparecer e quando deixar o silêncio falar. Tudo muito bem amarrado.

    Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é o tipo de filme que mostra que ainda dá pra se emocionar com super-heróis. Ele acerta em cheio ao colocar os sentimentos na frente das explosões. E mais do que só apresentar uma nova formação, o longa entrega um grupo com personalidade, conflitos reais e espaço para crescer no MCU.

    Se a Marvel seguir por esse caminho, a gente pode começar a se empolgar de novo.

    O filme chega aos cinemas nessa quinta-feira (24).

    Confira o trailer:


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    Jornalista carioca formado pela Estácio. Possui experiência com redação jornalística, assessoria de imprensa, cobertura de eventos, revisão de texto e social media. É redador do Spun Orgânico desde junho de 2024 e escreve sobre entretenimento, famosos e moda. Contato: [email protected]

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