Cloud – Nuvem de Vingança, dirigido por Kiyoshi Kurosawa, é inspirado em um caso real. O suspense acompanha Yoshii (Masaki Suda), um jovem que revende produtos baratos por preços altos usando o nome Ratel, até que seus clientes, sentindo-se enganados, iniciam uma onda de revolta e vingança.

    Yoshii representa muitos que querem apenas se dar bem na vida, mas acabam tomando um caminho ilegal para isso. Ele (e, provavelmente, muita gente) não imagina o quanto a venda de produtos falsificados pode praticamente destruir a vida de algumas pessoas — mesmo que isso, à primeira vista, pareça exagero.

    Akiko (Kotone Furukawa) é uma personagem que gera antipatia desde o início: tem uma personalidade boba e, ao mesmo tempo, gananciosa. No entanto, ela protagoniza uma das maiores reviravoltas do filme. Realmente, não se deve julgar um livro pela capa.

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    Masaki Suda como Ryōsuke em Cloud – Nuvem de Vingança (Reprodução / O2 Play)

    Sano (Daiken Okudaira) é o personagem mais interessante do filme — um jovem que, aparentemente, é um desafortunado, mas que se transforma em um bad boy. Sua trajetória também termina de forma surpreendente.

    O longa-metragem mexe com os limites da moralidade. A princípio, Yoshii parece o grande vilão da história, mas outros personagens também assumem esse papel ao quererem fazer justiça com as próprias mãos. No fim, você acaba questionando se tudo aquilo era mesmo necessário para dar o troco em Yoshii.

    Cloud – Nuvem de Vingança, de várias formas, espelha facilmente as atitudes que pessoas tomam em momentos de raiva — principalmente ao se unirem a um “líder” que promete resolver o problema pelo mal. Isso também mostra que algumas pessoas não estão realmente preparadas para ir até as últimas consequências, como imaginavam.

    Apesar do começo lento, o longa-metragem mantém um suspense constante que, por vezes, se aproxima do terror psicológico. A maior parte do filme não tem música, e os poucos momentos com trilha sonora servem para aumentar a tensão ou contribuir para pequenos jump scares. Essa ausência de som de fundo torna a sequência final de tiroteio ainda mais intensa, exigindo atenção redobrada do espectador para prever de onde virá o próximo disparo.

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    Masaki Suda como Ryōsuke em Cloud – Nuvem de Vingança (Reprodução / O2 Play)

    Cloud – Nuvem de Vingança é um retrato inquietante sobre os limites da moralidade e a facilidade com que o desejo de justiça pode se transformar em vingança descontrolada. Com personagens complexos e reviravoltas inesperadas, o filme conduz o espectador por uma jornada tensa e reflexiva, que começa como um suspense psicológico e evolui para um thriller de perseguição.

    A ausência de trilha sonora em boa parte da narrativa intensifica a sensação de realismo e desconforto, tornando cada momento ainda mais impactante. No fim, o longa de Kiyoshi Kurosawa não entrega respostas fáceis, mas levanta questionamentos profundos sobre culpa, punição, o verdadeiro significado de justiça — e o que você pode perder ao tentar alcançar o sucesso a qualquer custo.

    Clound – Nuvem de Vingança estreia no dia 17 de julho nos cinemas, distribuído pela O2 Play.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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