Depois de participar de grandes festivais internacionais, como Cannes, Toronto e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, o filme Sol de Inverno já está em exibição nos cinemas brasileiros. O diretor Hiroshi Okuyama retrata a beleza de encontros passageiros que deixam marcas duradouras.

    Inspirado pela música Boku no Ohisama (My Sunshine) de Humbert Humbert, o filme conta a história de Takuya, um menino de 9 anos que luta para acompanhar os colegas nos treinos de hóquei no inverno. Ele se encanta com as coreografias de Sakura na pista de patinação. O treinador Hisashi Arakawa, ex-campeão de patinação artística, decide treiná-lo como parceiro de Sakura. A atitude do professor faz com que eles formem um laço profundo e simbólico.

    A seguir, confira 5 motivos para assistir a Sol de Inverno:

    1 – Sensibilidade comovente: Apesar da trama simples, Sol de Inverno cria uma conexão íntima com os espectadores, explorando sentimentos profundamente humanos. O diretor faz o público compartilhar a solidão dos protagonistas, que, através de um encontro improvável, encontram admiração, entusiasmo e conforto uns nos outros. A beleza do filme está na maneira como pessoas diferentes podem achar abrigo e carinho umas nas outras.

    2 – Um olhar diferente para o esporte no cinema: Sol de Inverno retrata os esportes de forma diferente, com um olhar gentil e original, ao invés de focar na competitividade e na batalha do atleta contra si mesmo. O diretor destaca como os três protagonistas formam um triângulo harmonioso e enfrentam seus obstáculos pessoais juntos. É um filme de esporte que foge do convencional.

    Sakura (Kiara Takanashi), Takuya (Keitatsu Koshiyama) e Hisashi (Sôsuke Ikematsu) em Sol de Inverno (Divulgação / Machiko Filmes)
    Sakura (Kiara Takanashi), Takuya (Keitatsu Koshiyama) e Hisashi (Sôsuke Ikematsu) em Sol de Inverno (Divulgação / Machiko Filmes)

    3 – Um diretor para ficar de olho: Apesar de ser um diretor novato com apenas dois filmes, Jesus e Sol de Inverno, Hiroshi Okuyama já se destacou pela maneira delicada e intencional como conduz seus projetos e trabalha com atores mirins. Ele tem sido comparado a Hirokazu Kore-eda, diretor de Monster e Assunto de Família. Vale a pena ficar de olho nos próximos projetos de Okuyama, que demonstra talento no roteiro, fotografia e montagem de Sol de Inverno.

    4 – Conexão pessoal: A sensibilidade de Sol de Inverno vem não só da música de Humbert Humbert, mas também das experiências pessoais do diretor, que, como Takuya, começou a patinar na infância inspirado por sua irmã. Isso torna os sentimentos dos três protagonistas muito genuínos, mesmo que a história não seja baseada em fatos reais.

    5 – Crítica internacional: Em Cannes, a crítica internacional elogiou Sol de Inverno. O Hollywood Reporter chamou o filme de “joia escondida” do festival, e a Variety destacou o senso estético apurado da produção. O Screen Daily elogiou os subtextos do filme e a forma como Hiroshi Okuyama aborda o machismo e a homofobia na sociedade japonesa, descrevendo Sol de Inverno como um filme de “aquecer o coração“.

    O filme estará em cartaz nas seguintes cidades: Aracaju, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Maceió, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.


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    Formado em Psicologia pela UNICEP, além de Técnico em Administração pela Industrial e cursando Redação Jornalística no SENAC. Comecei na redação em sites em 2018 e escrevo no E-Pipoca desde 2020. Escrevo sobre filmes, séries e animações, como também críticas e cobertura de novelas. Com um amor especial por monstros, super-heróis, desenhos animados e jogos. Contato: [email protected]

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