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Tá Dando Onda
(Surf's Up, EUA, 2007)


Com a primeira onda, surgiram os primeiros surfistas. Eles só precisavam de um toco de madeira ou um bloco de gelo – e saiam surfando. E eles se amarraram, cara, como se amarraram, e não pararam mais. E foram passando adiante. Passaram o gene do surfe através dos tempos. Não faz muito tempo, tinham os veteranos, os coroas do "hang 6", caras das antigas que surfavam com pranchas gigantescas. Eles foram os pioneiros. Mas ninguém sabia o que era o surfe de verdade até o Big Z surfar. Quem foi o Big Z? Você perguntou ao cara certo, pode apostar. O Z foi tudo. Big Z é o surfe. Parece que o oceano nem existia antes do Z. Foi inventado pra ele. Ele encarava todas, porque não tinha medo de viver nem medo de morrer. Ele veio à Antártica, quando eu era moleque. Cara, foi a coisa mais importante que já aconteceu aqui. E, aí, lá estava ele. Simplesmente flutuando sobre a água, quase pairando no ar, como se não existisse a gravidade. E entre todo mundo… ele chegou direto em mim e me deu um colar Big Z super maneiro. E aí, ele me disse: “Corre atrás, garoto, porque é o que os vencedores fazem.” Ele era o máximo. Todo mundo o admirava, respeitava e amava. E um dia... um dia, eu vou ser igualzinho a ele.

Cadú Maverick, surfista promissor e astro de "Tá Dando Onda"




SINOPSE
"Tá Dando Onda" é uma comédia de ação de animação que investiga os bastidores do mundo cheio de adrenalina do surfe competitivo. O filme retrata o jovem pingüim saltador-de-rocha, Cadú Maverick (Shia LaBeouf), um surfista promissor que participa de seu primeiro campeonato profissional. Seguido de perto por uma equipe de filmagem que documenta suas experiências, Cadú deixa sua família e sua casa no Frio de Janeiro, Antártica, e viaja rumo à Ilha Pingú para participar do Campeonato de Surfe Big Z. Ao longo da jornada, Cadú conhece o surfista do Pantanal, João Frango (Jon Heder), o famoso empresário do surfe, Régis Belafonte (James Woods), o olheiro de novos talentos, Mikey Abromowitz (Mario Cantone), e a divertida salva-vidas, Lani Aliikai (Zooey Deschanel), e todos reconhecem a paixão, mesmo que por vezes equivocada, que Cadú tem pelo surfe. Cadú acredita que a vitória lhe trará o respeito e a admiração que ele tanto deseja, mas quando conhece inesperadamente um surfista veterano das antigas, Grilo (Jeff Bridges), Cadú começa a encontrar o próprio caminho e descobre que o verdadeiro vencedor nem sempre é aquele que chega em primeiro lugar.




SOBRE A PRODUÇÃO

"Tá Dando Onda" é uma comédia de animação original e divertida que leva o público a mergulhar no mundo competitivo do surfe entre pingüins. Para o produtor Christopher Jenkins, esse ponto de partida hilário levou a uma revelação no modo como seria apresentada a história desse surfista promissor, Cadú Maverick. “O conceito de pingüins surfistas realmente me deu o que pensar. E se, ao invés de ser uma fantasia com uma narrativa simples e direta, "Tá Dando Onda" explorasse o mundo da animação com uma câmera ‘hipoteticamente real’, como se nós estivéssemos gravando entrevistas ao vivo sem um roteiro prévio?”, conta Jenkins. “O que esses pingüins surfistas nos diriam, se tivessem essa oportunidade? A partir daí, não demorou até todos perceberem o potencial dessa combinação – a criatividade da animação combinada ao realismo e à urgência dos vídeos realistas da atualidade.”

Os diretores Ash Brannon (co-diretor de "Toy Story 2") e Chris Buck (diretor de "Tarzan") logo se tocaram da genialidade da idéia: aproveitando as convenções e o estilo da “reality TV” e do formato documentário, "Tá Dando Onda" teria uma urgência e uma relevância que o diferenciariam dos demais filmes do gênero. Empregando esta técnica, os diretores se concentraram nos personagens, na história e na direção de arte – o coração do filme.

Este estilo cinematográfico intimista servia com perfeição à história desenvolvida a partir do conceito dos pingüins surfistas, criado pelas executivas veteranas da indústria da animação, Sandra Rabins e Penney Finkelman Cox.

No centro da história, as cineastas colocaram a relação entre Cadú, um jovem surfista em ascensão que acha que ser campeão lhe trará o respeito que ele julga merecer, e Big Z, um ex-ídolo do surfe que todos acreditavam estar morto, mas que, na verdade, vive sozinho como um ermitão há uma década. “Depois de perder o pai, Cadú obviamente está à procura de uma figura paternal, e a lenda de Big Z preenche esse vazio; como Z era um vencedor, é o que Cadú acredita que ele também quer ser. Mas quando Cadú entra na vida de Z, Z vê-se obrigado a se reconciliar com seu passado e enfrentar a vida como um ex-campeão, cujos dias de glória ficaram para trás”, conta o diretor, Ash Brannon. “Quando Cadú descobre que Z continua vivo, a dupla naturalmente assume os papéis de uma relação pai e filho – no que ela tem de melhor e pior – e ambos percebem que nada poderia ter menos importância do que um troféu. É a sua paixão comum pelas ondas o que mais conta.”

A fim de atrair o público para o mundo de Cadú, todos os detalhes precisavam estar de acordo com essa experiência. “Um dos nossos principais objetivos era levar o espectador a uma locação tropical”, afirmou o diretor Chris Buck. “Nós queríamos recriar essa sensação que se tem quando você desembarca do avião em um lugar como o Taiti ou o Havaí, e você sente um perfume diferente no ar e as luzes e as cores parecem diferentes. Você logo percebe que está em um lugar especial.”

Um grupo de atores talentosos compõe o elenco de dubladores de "Tá Dando Onda". Encabeçado por Shia LaBeouf, que assume o papel de Cadú Maverick, ele inclui o indicado a quatro Oscars®, Jeff Bridges, no papel de Big Z; Zooey Deschanel, como Lani; Jon Heder, como João Frango; James Woods, como Régis; Mario Cantone, como Mikey; e Diedrich Bader, como Tank.

Devido ao clima documental por trás da história, era preciso que os personagens falassem de um jeito natural – incluindo diálogos improvisados e sobrepostos. Nas sessões tradicionais de gravação dos filmes de animação, os atores trabalham sozinhos nas ilhas, enquanto gravam as falas dos seus respectivos personagens. Isso dá aos animadores, montadores e desenhistas de som maior flexibilidade na edição dos diversos desempenhos. Em "Tá Dando Onda", os cineastas optaram pelo sistema nada convencional de gravar muitas cenas com diversos atores juntos no estúdio ao mesmo tempo. “O desempenho é completamente diferente quando há vários atores contracenando com a gente – você vê o que eles estão fazendo e todos reagem uns aos outros de maneira natural”, explica LaBeouf. “Num filme como Tá Dando Onda – que supostamente mostra cenas dos bastidores de um documentário, mostrando o que acontece em um ambiente natural – isso era essencial, e fico feliz por termos tido a liberdade de criação de encontrarmos essa magia juntos.”

Segundo Jeff Bridges, em suas gravações no estúdio com LaBeouf, os dois estabeleceram uma relação semelhante àquela que seus personagens desenvolveram nas telas. “Eu tenho filhas da idade de Shia – e acredito que, por causa disso, eu me vi naquela situação. Mas também, quando eu tinha a idade dele, eu era um ator com o mesmo entusiasmo que ele demonstra hoje. Foi sensacional trabalhar com ele; ele tem talento para o improviso e se divertiu muito.”

Esta técnica também contribuiu para excelentes resultados em várias cenas, especialmente quando Big Z e Cadú Maverick trabalham juntos “shapeando” pranchas de surfe. “Nosso elenco ficou mais à vontade contracenando na gravação dos diálogos do filme, e isso fica evidente na sua atuação”, afirmou Buck. “Jeff, Shia e Zooey conseguiram desempenhos brilhantes, contracenando uns com os outros. Eles realmente incorporaram seus personagens.”

O resultado é um filme que reforça a filosofia da Sony Pictures Animation de apoiar a visão e a criatividade dos cineastas. Após o êxito de estréia da divisão no ano passado, com o sucesso de animação "O Bicho Vai Pegar", a Sony Pictures Animation provou ser uma usina de grandes talentos. “Como sou surfista e tenho filhos, eu sabia que seria muito divertido compartilhar essas experiências com o público no estilo único do nosso filme”, afirma Yair Landau, presidente da Sony Pictures Digital e vice-chairman da Sony Pictures Entertainment. “Nos últimos cinco anos, nós construímos um estúdio de animação movido pelos 15 anos de sucesso dos efeitos criados pela Imageworks. Tudo isso é visível na tela em "Tá Dando Onda", uma bela demonstração de quem somos e do futuro da animação.”

"Tá Dando Onda" é uma produção deslumbrante que permite ao público compartilhar as experiências desses personagens maravilhosos”, acrescenta Sandra Rabins, vice-presidente executiva da Sony Pictures Animation. “Seu mundo pode ser visto e apreciado nos seus mínimos detalhes, dos mais ínfimos grãos de areia à beleza magnífica do pôr-do-sol. É como ir à praia sem se molhar!”

"Tá Dando Onda" é um exemplo da relação simbiôntica entre os cineastas da Sony Pictures Animation, que desenvolveram o projeto, e a Sony Pictures Imageworks, que deu vida à sua visão. David Schaub, o supervisor sênior de animação do filme, ressalta que, embora os animadores de "Tá Dando Onda" tenham usado computadores no lugar de lápis e papel, nem por isso o filme é menos artesanal. “Na animação, o que parece ser algo espontâneo é o resultado da criação dos desempenhos nos seus mínimos detalhes. Cada nuance ou detalhe, até o mais minúsculo, é fruto de muito trabalho para que possamos transmitir a mensagem e o desempenho com clareza.”


SOBRE A HISTÓRIA

Cadú Maverick, o melhor (e único) surfista competitivo de Frio de Janeiro, Antártica, sempre teve mais ambição na vida do que simplesmente trabalhar na fábrica de peixes, mesmo que sua família – a mãe, Edna, e o irmão mais velho, Glen – não entendam por que ele precisa ser diferente de todo mundo. Mas Cadú, que sempre sonhou em ser um vencedor na vida, está determinado a seguir as lições que o falecido grande surfista, Big Z, deixou antes de pegar a sua última onda: correr atrás dos seus sonhos, porque é isso que os vencedores fazem. E Cadú corre atrás: pegando uma carona na baleia de uma ave marinha super-cafeinada, o olheiro Mikey Abromowitz, ele ruma para a ilha Pingú para competir no 10o Campeonato Anual de Surfe Big Z. Ao longo da jornada, ele conhece João Frango, um surfista extravagante que aprendeu a surfar nas ondinhas do Pantanal do Mato Grosso.

Mas mal Cadú e João chegam, Cadú se apaixona perdidamente por Lani Aliikai, a atraente surfista salva-vidas da praia de Pingú. Depois de um constrangedor primeiro momento e de um convite para um programa ainda mais constrangedor, Cadú foge praia acima para evitar um mico maior… apenas para dar de cara com Tank “Triturador” Evans, rei das nove edições anteriores do Campeonato de Surfe Big Z, que está usando o monumento a Z como alvo para praticar sua mira. Cadú está quase chamando o grandalhão covarde para uma briga, quando Régis se intromete e transforma a desavença em um mini-desafio… que Cadú logo perde, num caldo vergonhoso.

Lani leva o surfista envergonhado (e desmaiado) para a casa do seu amigo, Grilo, que rapidamente consegue fazer Cadú recuperar os sentidos. Depois disso, Cadú descobre a verdade: esse sujeito excêntrico é, na verdade, seu ídolo, Big Z.

As perguntas não demoram a surgir: por que ele está vivo? Como ele chegou aqui? O que realmente aconteceu naquela última onda? Mas nada disso importa agora; a pergunta realmente importante é: será que Z poderá ajudá-lo a vencer o campeonato? Z, frustrado com o péssimo surfe de Cadú, comenta: “Se você quiser surfar direito, precisa fabricar a sua própria prancha.”

Cadú perde mais uma vez para a própria impaciência – e mesmo com toda a orientação de Big Z, fabrica uma droga de prancha. Incapaz de admitir as próprias falhas, Cadú não aprende nada com a lição de Z. Precisando se separar de seu mentor, ele se isola mata adentro – e é quando topa com Lani, a bela salva-vida que o resgatara. Ela o convida para um de seus lugares favoritos – os tubos de lava nos túneis subterrâneos da ilha. Depois de uma tarde emocionante e divertida explorando os tubos, Cadú retorna à praia de Z e repete os passos que aprendeu com ele mais cedo. Desta vez, pronto para seguir os conselhos de Z, Cadú fabrica uma prancha perfeita. Z fica satisfeito em ver o que Cadú produziu, mas Cadú, ainda preocupado com a necessidade de vencer, só pergunta quantos pontos valeria uma “entubada” – ou seja, ficar embaixo da crista da onda.

Z continua com as aulas – fazendo Cadú praticar primeiro na areia, para só então – finalmente! – surfar na água. Pela primeira vez em 10 anos, Z pega uma prancha e decide dar uma caída. Z nunca foi tão feliz assim nesses últimos anos – até que Cadú convida Z para vê-lo competir no dia seguinte. Z fica decepcionado – se Cadú ainda quer competir, será que ele ouviu alguma coisa do que ele disse? Mas Cadú está convencido de que é apenas uma desculpa para o que aconteceu há 10 anos. E é verdade: Z conta que ele não poderia ganhar de Tank, e também não podia voltar para a praia como o perdedor, e por isso, preferiu desaparecer. Zangado com Z, o jovem pingüim, vai embora, sem ligar para o que seu mentor pensa sobre a competição.

Cadú volta para a praia onde se realiza o campeonato – e choca a multidão mostrando que não é mais o “garoto do caldo” (nas palavras do Régis) de três dias antes. Com a segurança adquirida com as aulas com Z, ele simplesmente curte cada onda. Chegando às finais, ele precisará demonstrar estar à altura do desafio e provar para Big Z, Lani, e para si mesmo que ele é, de fato, um vencedor.


SOBRE OS PERSONAGENS

CADÚ MAVERICK
Natural da cidade do Frio de Janeiro, Antártica, Cadú Maverick é um pequeno pingüim-de-penacho-amarelo com uma vontade enorme de ser campeão. Por acreditar que um troféu de surfe lhe dará o amor e o respeito que ele merece, Cadú está determinado a fazer o que for preciso para vencer o 10o Campeonato de Surfe Big Z.

O ídolo de Cadú é Big Z, um surfista famoso que teve tudo com o qual o pequeno pingüim sempre sonhou. Big Z era popular, bem sucedido e adorado por milhões de fãs. Embora Z nunca tenha emergido da sua última onda na competição há 10 anos, sua fama só fez crescer na mente do jovem pingüim. Mesmo assim, Cadú tem muito a aprender – inclusive o fato de que o vencedor não é quem necessariamente leva o troféu para casa.

Shia LaBeouf encabeça o elenco de dubladores no papel do surfista de 17 anos, Cadú. Segundo ele, embora a maior lição de moral de TÁ DANDO ONDA (SURF’S UP) seja “corra atrás dos seus sonhos”, a ênfase está, de fato, em “correr atrás” e não necessariamente nos sonhos. “O que importa não é o destino, e sim a jornada”, afirma LaBeouf. “É uma maneira mais feliz de se viver.”

O coração do filme, segundo to LaBeouf, é o relacionamento entre Cadú e Big Z, um ex-ídolo que decide abandonar tudo e se isolar do resto do mundo. “São dois solitários reunidos pela vida, por acaso, que se tornam grandes amigos”, explica. “A amizade é mútua; Big Z pode ensinar a Cadú sobre as alegrias do surfe, mas Cadú também pode mostrar a Z o caminho de volta para a sua antiga vida e tudo o que ele está perdendo.”

A relação dos dois nas telas reflete exatamente a de LaBeouf e Jeff Bridges. “Na ilha de gravação, Jeff criava a cena como se estivesse num set de um filme live-action”, conta LaBeouf. “Ele encenava, dizendo: ‘Então, aqui está o coco, não venha por esse lado; se pisar no lugar errado, vai tropeçar’, e eu, pensava, ‘Ah, é, eu preciso me lembrar disso.’ Primeiro, você acha que é loucura, mas aí a cena começa, o Jeff diz duas ou três falas, e você se sente levado pela montanha-russa de emoções que ele gera.”

“Criar um personagem que é 50% meu, 50% do animador, foi uma experiência interessante”, segundo LaBeouf. “Tenho muito orgulho do Cadú que vemos nas telas – ele é o resultado de uma criação dupla. Ver seus movimentos – visualizando em detalhes até suas mínimas penas – é vê-lo ganhar vida.”


EZEKIEL “BIG Z” TOPANGA
O mundo do surfe nunca teve maior ídolo do que Big Z. Com seu físico malhado e ar confiante, ele se divertia após chegar ao topo do mundo do surfe e popularizar o esporte. Seu nome foi sinônimo de surfe até o dia do último campeonato que disputou, há 10 anos, quando remou para a sua última onda e nunca mais voltou.

Desde então, Z passou de ídolo à lenda, graças aos grandes golpes de marketing de seu empresário interesseiro, Régis Belafonte. Sob o olhar atento e ganancioso de Régis, a lenda de Big Z se transformou numa indústria lucrativa de tralhas e trecos que não poderiam ter menos a ver com o estilo de surfe defendido por ele.

“Eu surfei muito durante o secundário”, conta Jeff Bridges, que interpreta essa lenda do surfe. “Depois, parei por uns 20 anos. Acabei de voltar a pegar onda. Eu surfo mais ou menos; aos poucos, vou recuperando a manha. De início, o que mais me assustava era o frio – a água aqui é gelada – mas com as roupas de borracha que existem hoje, o frio já não é mais problema. É a remada – eu só consigo dar umas 10 remadas e aí preciso parar para recuperar o fôlego.”

Ao remar para a sua onda final, Big Z optou por desaparecer para não decepcionar os fãs que esperavam que ele ganhasse todos os troféus. “Para o mundo, ele morreu – e é quase como se ele tivesse passado a vida toda dormindo”, afirma Bridges. “E aí, do nada, surge esse moleque – que, de cara, ele considera irritante, mas que acaba por lhe revelar maravilhas que o fazem acordar para o mundo. Cadú o levar para surfar de novo, que é o que Big Z mais curtia.”

"Tá Dando Onda" deu a Bridges a oportunidade ainda mais especial de trabalhar com um grande amigo. “Há uma cena perto de uma fogueira, e eu pensei: ‘Bom, o Z tem uma guitarra havaiana”, conta Bridges. “Os diretores adoraram a idéia, e eu então a entreguei ao meu amigo, John Goodwin – somos amigos desde a quarta série. Meia hora depois, ele tinha composto a música. E bum! Ela está no filme, e eu fiquei muito feliz.”

“Ash e Chris criaram uma parceria perfeita”, acrescenta Bridges acerca dos diretores do filme. “Eles se complementam tão bem que o fluxo de idéias é interminável – e as nossas sugestões eram sempre bem-vindas.” E trabalhar lado a lado com outros atores também enriqueceu muito o processo criativo. “Já trabalhei em outras produções de animação antes, e, na maioria, você trabalha sozinho diante de um microfone”, conta ele. “Neste filme, o elenco teve a chance de contracenar.”


LANI ALIIKAI
Lani é uma jovem e atraente pingüim gentoo, cujos olhos expressivos podem condenar ou confortar sem que ela pronuncie uma única palavra. Ela própria é uma excelente surfista, mas não desperdiça o seu talento se exibindo para as pessoas. Ao invés disso, como salva-vidas da melhor praia de surfe do mundo, Lani adora seu trabalho resgatando aqueles que tomam pequenas vacas e os grandes exibidos, como Cadú. Também, como sobrinha de Big Z, ela é a única que sabe que ele continua vivo e o ajuda a guardar esse segredo por 10 anos.

A exemplo do resto do elenco, Zooey Deschanel, que interpreta Lani, curtiu as sessões de gravação bastante originais. “Nas cenas em que a Lani está carregando o Cadú, os diretores me deram sacos de areia para carregar – e dá para ouvir o esforço na minha voz. Foi bem aeróbico.”

A contribuição favorita de Deschanel para o filme talvez seja seu papel como inspiração para Arnaldo, um filhote de pingüim que vive se afogando de propósito no mar, só para ser salvo por Lani, de quem ele sempre foi a fim. No início, o personagem não existia – e Deschanel tinha uma única fala sobre o resgate de um filhote de pingüim. “Eu inventei um nome para ele – Arnaldo”, conta ela. “E Chris Jenkins me perguntou por que o nome dele era Arnaldo, e eu disse, ‘Ele tem cara de Arnaldo’. E aí, eu falei alguma coisa, tipo que desmaiar demais podia não fazer bem para os neurônios… e quando voltei ao estúdio, ela já era uma personagem 100% formada – que se desenvolveu depois da minha visita! A semente que gerou a idéia veio dessa magia.”

“Uma das coisas que me deixou mais impressionada foi o realismo das ondas”, acrescenta Deschanel. “É tudo tão real – lembra Step into Liquid, Endless Summer, e outros grandes documentários sobre o surfe. Nunca vi nada igual na animação.”


JOÃO FRANGO
João Frango talvez seja o único galo de granja do centro-oeste com uma chance de vencer o 10o Campeonato de Surfe Big Z. As ondas gigantescas que quebram na Ilha Pingú não têm nada a ver com as ondinhas das margens do Pantanal do Mato Grosso, mas este frango simpático e excêntrico está feliz em qualquer lugar onde ele encontre uma turma e pranchas de surfe. João Frango e Cadú Maverick logo se tornam amigos, reconhecendo no outro a experiência mútua de se sentirem excluídos em suas próprias cidades.

Jon Heder dubla a voz desse surfista desencanado. Apesar do seu jeito largado, João Frango é um cara que sabe o que quer. “As pessoas subestimam João Frango – ele é uma ave esperta”, afirma Heder. “É um cara equilibrado, que está lá para se divertir. Ele simplesmente adora surfar – e não está nem aí para a competição.”

“João Frango tem uma atitude descontraída que me agrada muito”, acrescenta ele. “Eu lembro que quando eu era garoto e ia jogar basquete, eu só queria me divertir e jogar uma bola, mas meus amigos queriam vencer. Todo mundo ficava com raiva de mim.”

“João Frango definitivamente segue os valores do centro-oeste”, continua Heder. “Ele respeita a família e é gentil com todo mundo. Ele logo se torna amigo de Cadú, embora Cadú talvez não encare dessa maneira. João Frango vê um garoto meio perdido e percebe que eles vão precisar um do outro enquanto estiverem na ilha Pingú.”

“Quando se dubla um personagem de animação, você está não só criando uma voz, mas também está praticado seu talento para o improviso”, continua Heder. “É sempre uma experiência estranha sentar numa cabine com fones de ouvido e se imaginar num lugar idílico como Pingú… na pele de um frango.”

“O melhor da animação é que ela pode realizar e dar vida a tudo que você imaginar”, conclui Heder, que tem total familiaridade com o meio. Seu irmão foi animador da Sony Pictures Imageworks até recentemente, e o próprio ator estudou animação na faculdade antes de se especializar em artes dramáticas. “Era como se os desenhistas tivessem pensado: ‘Qual seria o lugar perfeito para se surfar e relaxar?’ – e desenharam exatamente o que queriam: as praias, as ondas, a vegetação selvagem, o lugar onde você adoraria passar as férias.”


RÉGIS BELAFONTE
Régis Belafonte, uma lontra interesseira, não verteu uma única lágrima quando seu surfista-prodígio, Big Z Topanga, desapareceu nas ondas da Ilha Pingú. O empresário manipulador que transformou Big Z numa mina de ouro já começou a faturar outra fortuna com seu legítimo herdeiro, Tank “Triturador” Evans, e a grana continuou rolando enquanto os leais fãs de Big Z celebravam a lenda. Ele já está de olho no potencial de lucro do jovem e promissor surfista, Cadú Maverick, mas, no momento, ele se satisfaz em aceitar o crédito por coisas em cuja criação ele não teve nenhuma participação. O ator indicado a dois Oscars®, James Woods, interpreta o papel.


MIKEY ABROMOWITZ
Mikey Abromowitz é uma pequena e estressada ave marinha que revida de bate-pronto todas as confusões que a vida e que seu chefe, Régis Belafonte, lhe aprontam. Ex-olheiro do mundo mais seco e extravagante dos musicais teatrais, Mikey está quase desenvolvendo uma úlcera por viver sempre atrás do próximo futuro grande nome do surfe profissional.

Para Mario Cantone, a chance de interpretar a infeliz ave marinha foi “espetacular. Ele é impaciente, azarado e hilário – um grande personagem para se investigar.”

Cantone descreve o método de trabalho na ilha de gravação: “Primeiro, você lê como está no roteiro, e daí começa a expandir, expandir... e tudo vai ficando mais complexo. Ash e Chris nos davam incentivo absoluto – eles me deram total liberdade e passavam horas lá, sentados, às gargalhadas, o que é ótimo quando você é um comediante obsessivo e carente como eu, que precisa da aprovação de todo mundo.”

No papel do contraponto cômico de Régis Belafonte, dublado por James Woods, Cantone contracenou muito tempo com Woods durante as gravações. “Ele tem tantas histórias para contar”, afirma Cantone. “Dá vontade de sentar e ouvir durante horas, mesmo sendo tão intimidante.” E por que intimidante? “Porque é o James Woods! Finalmente, chegou ao ponto em que eu me senti à vontade, mas ele tem presença, é brilhante e é o James Woods – intimidante.”


TANK EVANS
Vencer é tudo para o arrogante pingüim-rei conhecido como Tank “Triturador” Evans. Obviamente, ele é mesmo um ótimo surfista e, embora tenha vencido nove vezes seguidas o Campeonato de Surfe Big Z, não há lugar para muito mais na vida desse atleta musculoso, exceto reservar um tempo para lustrar os seus troféus.

Segundo o ator Diedrich Bader, "Tá Dando Onda" é uma tragédia sobre o maior pingüim surfista da história – Tank ‘Triturador’ Evans – e os desafios enfrentados por ele. Um pingüim-imperador bonito, gigantesco e ameaçador, que sofre a sua primeira derrota.”

E como foi que ele chegou aqui? Talvez alguma coisa a ver com Cadú Maverick? “Nunca ouvi falar dele”, afirma Bader.

Brincadeiras à parte, Bader levou seu papel muito a sério – a ponto de se inscrever numa escolinha de surfe de Malibu. “Eu aprendi como surfar é difícil”, conta o ator. “Fiquei de pé no máximo uns dois ou três segundos. E, para mim, foi o suficiente – fui lá e tentei! Agora, eu me sinto o próprio Tank, só porque fiquei em pé esses dois ou três segundos”, observa, sarcástico.

Bader afirma que apesar de ser fácil chamar Tank de vilão, seu filho lhe mostrou um modo diferente de ver o personagem. “Eu contei a história para ele e ele me perguntou qual personagem eu interpretava. Quando eu falei que seria o vilão, ele disse, ‘Não, papai – ele não é o vilão, ele só quer uma coisa diferente.’ Ele só quer ficar sozinho com os troféus dele. Acho que se falassem para ele que existem coisas, tipo lojas que vendem troféus, ele pararia de surfar.”

“No início da produção, Tank era o estereótipo do covarde”, afirma Buck. “Foi depois de um esforço enorme que conseguimos encontrar algo diferente. O nosso chefe de história, Jeff Ranjo, lapidou esse lado estranho do Tank e lhe deu outros contornos.”


EDNA MAVERICK
A vida no Frio de Janeiro é dura para a essa mamãe-pingüim viúva, encarregada de criar sozinha os dois filhos, numa cidade onde a única ambição é ocupar um posto mais alto na pilha de peixes da fábrica local. Edna sente o mesmo amor por seus dois filhos, embora seja mais fácil criar o filho mais velho, Glen, do que seu hiperativo caçula, Cadú. Ela vive na esperança de que Cadú supere essa fase de surfista, amadureça e arranje um emprego sério, assim como o de Glen e dos outros pingüins.

A coordenadora de roteiro do filme, Dana L. Belben, foi quem dublou a personagem pela primeira vez na banda preliminar – uma trilha de diálogos temporária para acompanhar os storyboards como uma forma de mostrar uma possível encenação da seqüência. “Ela encarnou a personagem com perfeição; e marcou um golaço”, afirma o diretor Ash Brannon. “Ficou tão convincente que quando chegou a hora de escalarmos uma atriz para o papel, nós a procuramos e dissemos: ‘Ora, só pode ser você.’”


GLEN MAVERICK
Glen é o primogênito da casa da família Maverick no Frio de Janeiro e o irmão mais velho de Cadú. Os dois pingüins saltadores-de-rocha nasceram com um intervalo de míseros 14 segundos de diferença, mas o que é mais do que o suficiente para dar a Glen a desculpa de perseguir seu irmão gêmeo caçula. Quando eram moleques, Glen sempre engoliu mais do que a sua cota de peixes regurgitados. Agora que estão quase se tornando adultos, Glen desdenha dos sonhos de Cadú, que ambiciona mais do que os confortos domésticos de ter um iglu quentinho e uma comida apetitosa na mesa quando chegar do trabalho no fim do dia. Brian Posehn, talvez mais conhecido no papel recorrente de Kevin no seriado Just Shoot Me, dubla o personagem.


ARNALDO, KÁTIA e BORRÃO
Arnaldo é um filhote de pingüim mais do que malandro, cujos “afogamentos calculados” têm mais a ver com sua vontade de ser “salvo” por Lani do que com sua incapacidade de nadar – especialmente porque os pingüins já sabem nadar praticamente desde o momento em que eclodem dos ovos. Ele é dublado por Reed Buck, de oito anos, filho do diretor Chris Buck.

Kátia é a melhor amiga de Arnaldo. Essa filhote-fêmea precoce e obstinada tem opiniões formadas sobre Tank Evans, Régis Belafonte, e sobre por que o mundo do surfe competitivo não está restrito aos garotos. Reese Elowe, a filha de oito anos do produtor Christopher Jenkins, interpreta o papel.

Borrão é o irmão caçula de Kátia. Seu silêncio quase constante deve-se ao fato de que Borrão, assim como muitas crianças pequenas, mantem uma atenção no mundo que os cerca muito maior do que as pessoas imaginam – até que ele solta as tiradas mais inoportunas. Jack P. Ranjo, de 6 anos, o filho do chefe de história, Jeff Ranjo, dubla Borrão.


OS PINGUANOS
Conhecidos por sua habilidade em montar armadilhas inteligentes na mata, os pinguanos são a colônia de pingüins nativos da Ilha Pingú. Essa espécie de ave hiperativa é mais veloz do que o pingüim padrão, uma característica acentuada pelo seu modo de andar desajeitado, staccato e sem sentido. No seu cardápio, eles também têm uma predileção especial por frango.


ROB MACHADO, KELLY SLATER e SAL MASEKELA
Os surfistas campeões Rob Machado e Kelly Slater, juntamente com o famoso locutor esportivo Sal Masekela, aparecem em Tá Dando Onda (Surf's Up) como eles mesmos, na forma de pingüins. Os artistas captaram a natureza das suas personalidades e maneirismos, mas Rob, Kelly e Sal dublaram as próprias vozes para lhes dar total autenticidade.



SOBRE A ANIMAÇÃO

Como qualquer membro do elenco de dubladores pode atestar, a voz é somente o primeiro elemento da criação do personagem. Depois que o ator grava seus diálogos, a tocha é passada à talentosa equipe de animadores de personagens da Sony Pictures Imageworks, o estúdio digital onde "Tá Dando Onda" foi produzido.

David Schaub, supervisor sênior de animação, explica que o conceito do filme, um documentário ou um reality show da televisão – influenciou no desempenho dos personagens. “A ilusão de Tá Dando Onda é a de que a câmera está lá por acaso, registrando aquele momento”, conta ele. “Na animação, raramente temos a oportunidade de explorar desempenhos tão longos e profundos, que conduzem totalmente a tomada. Esse é o sonho de qualquer animador!”

“O estilo de animação de 'Tá Dando Onda' é o da realidade caricatural”, acrescenta Schaub. “A dinâmica do mundo real é levada ao extremo da caricatura sem quebrar as regras fundamentais da física e da gravidade.”

O diretor de arte e desenhista de personagem, Sylvain Deboissy, partiu da mesma idéia como inspiração. “Pensando bem, os pingüins parecem caricaturas de seres humanos – temos a mesma silhueta”, afirma ele. “O público se identifica com eles. Na criação do desempenho geral dos nossos personagens, o nosso objetivo era chegar a um equilíbrio entre um visual realista e o antropomorfismo das suas características. Nós demos aos nossos pingüins características individuais suficientes apenas para fazê-los se destacarem na multidão.”

Deboissy explica que um dos maiores desafios do ponto de vista do desenho foi Lani, a atraente salva-vidas. “Ela é inteligente e séria, mas muito feminina”, conta ele. “Os pingüins da espécie gentoo têm uma silhueta bem mais alongada que os outros. Além disso, queríamos dar a ela olhos muito expressivos.”

Outro desafio superado graças aos olhos foi o desenho de Big Z. “Uma vez que ele será visto tanto como Grilo quanto como Big Z, não podíamos entregar tudo de cara, mas também tínhamos que garantir que a semelhança fosse inconfundível.”

Outros personagens tiveram inspirações diretas. “Chris Buck sabia exatamente como ele queria que fosse a aparência de João Frango”, afirma Deboissy. “Ele forneceu o modelo e nós o respeitamos ao longo de todas as etapas – embora seu tronco tenha ficado um pouco mais alongado, e isso lhe dê um visual mais convincente como surfista.”

Definido todo o desenho, os quatro supervisores de animação assumiram a produção de "Tá Dando Onda" – Peter Nash, Renato Dos Anjos, Chad Stewart e Chris Hurtt, e suas equipes, foram responsáveis por animar seqüências inteiras ao invés de se especializarem apenas num único personagem. Trabalhando em parceria entre si, com Schaub, com os diretores e o produtor, os quatro supervisores tinham reuniões diárias em que dividiam anotações, assistiam às cenas dos outros e trocavam sugestões.

“Cada um de nós tem uma visão diferente e, naturalmente, procura coisas diferentes nos desempenhos e na animação”, explica Stewart. “Nós nos reunimos, examinamos o que foi produzido e tem sempre alguém que nota alguma coisa que ninguém tinha notado. Isso torna o resultado final da animação ainda melhor.”

Nash foi o responsável pela seqüência do filme passada na cidade de Frio de Janeiro e por isso acabou conhecendo bem Cadú. “Grande parte da sutileza de 'Tá Dando Onda' provém de um personagem dizer alguma coisa, quando, na verdade, quer dizer outra – tudo está nas entrelinhas”, afirma ele. “Um personagem posiciona seu corpo de uma certa maneira, ou talvez se entregue apenas com o olhar – um olhar de relance de um lado para o outro que mostra que eles estão pensando em alguma coisa, enquanto tentam se recompor. Até os pequenos detalhes, como piscadelas nervosas, podem mostrar que o personagem está desconcertado.”

Um exemplo dessa idéia está na seqüência passada no Frio de Janeiro, em que Cadú segura a cara séria enquanto fala do pai, que morreu quando ele ainda era um pingüinzinho. “Ele é obrigado a lidar com emoções há muito reprimidas e está tentando bancar o corajoso, e por isso, ele dá bandeira”, conta Nash. Além da inflexão vocal criada por Shia LaBeouf, o estado exaltado de Nash fica evidente pelas pistas passadas pela animação do personagem. “Cadú é pego de surpresa pela pergunta, mas logo retoma seu jeito sério. Algo ainda mais sutil que eu fiz foi dilatar suas pupilas no momento em que ele ouve a pergunta. E depois de responder, Cadú, que tinha desviado o olhar, encara a câmera por um momento, como se quisesse ver se o apresentador acreditou no seu discurso – e acaba se entregando.”

Para criar esses momentos que dão vida às cenas, Nash – assim como todos os animadores de personagens – filmaram vídeos de suas próprias expressões faciais interpretando os diálogos. “Você não precisa ser bom ator, mas precisa fazer várias tomadas para descobrir aquela que vale a pena ser explorada”, diz ele.

Segundo Nash, os animadores fizeram um esforço consciente para animar o Cadú ao final do filme de um modo diferente do início. “No começo, Cadú é teimoso, arrogante e tem uma personalidade forte – é um bom garoto, mas é o adolescente típico”, explica. “No final, tem uma cena em que ele está sendo entrevistado – e se você observar o Cadú, ele está muito mais relaxado. Não tem mais a ansiedade nem a pose forçada. Na verdade, sua animação fica bem mais sutil e mais difícil – parece que o personagem não está fazendo muita coisa, mas ele precisa ser convincente.”

A animação da lontra, Régis Belafonte – um cara que se vê como um manipulador de marionetes, mexendo todos os pauzinhos – exigiu um trabalho completamente diferente. Régis é espalhafatoso e emotivo – embora se considere o mestre da manipulação. “Ele dá três vezes mais na pinta do que todo mundo, mas se acha o próprio jogador frio de pôquer – o que o torna ainda mais engraçado”, afirma Nash.

Segundo Deboissy, o desenhista de personagem: “As aparências enganam no caso do Régis. Nós criamos um vilão propositalmente fofo.”

Esse tipo de mensagem está sempre presente nas entrelinhas. Para Renato Dos Anjos, uma cena particularmente memorável é a da “fabricação da prancha”, na qual Big Z encoraja Cadú a shapear própria prancha de surfe. “A cena é toda de Cadú e Z”, conta Dos Anjos. “Cadú fica frustrado com a espera, e Z vai shapeando a prancha com toda calma. Z está tentando dizer a ele para ir com calma e curtir o processo, mas Cadú está impaciente para chegar logo aos resultados.”

“Uma das coisas mais difíceis de se conseguir na animação é passar a impressão de que os personagens estão ouvindo”, ressalta Dos Anjos. “Nós empregamos todas as técnicas nessa tomada – ela é bem longa, e Cadú precisa escutar tanto, que tiramos todos os coelhos possíveis dessa cartola.” Um dos exemplos da cena: Cadú fica buscando um contato visual com Z, que está absorto, shapeando o bloco.

“Quando eu estava trabalhando no storyboard da seqüência, eu a baseei nas minhas experiências reais com o meu avô”, conta o artista de história, Jason Lethcoe. “A cena trouxe de volta lembranças de quando eu e ele trabalhávamos juntos na garagem. Eu brincava com as ferramentas e sobras de madeira, e ele me dava dicas de construção.”

Para o montador Ivan Bilancio, ouvir os desempenhos gravados por Jeff Bridges e Shia LaBeouf reforçava o fato de que ele estava montando um filme que era, em grande parte, também um documentário. “A norma durante as gravações era deixar que os atores improvisassem. Depois, ele localizaria as peças que formariam a seqüência. Quando ouvi Jeff e Shia contracenando, eu mal podia esperar para montá-la. O desempenho tinha tudo”, conta. “Assim como uma equipe filmando um documentário, nós não sabíamos o que usaríamos antes dos desempenhos. Depois de termos produzido a primeira seqüência dentro desse esquema, nós descobrimos que a técnica seria perfeita para o resto do filme.”

Por outro lado, nem todo personagem oculta suas emoções nas entrelinhas. João Frango deixa bem claro o que está sentindo. “Ele é totalmente sincero”, afirma Dos Anjos. “É inocente. Até quando os pinguanos o colocam dentro de um caldeirão para assá-lo para o jantar, ele diz, ‘Eles são meus amigos’, e ele está mesmo acreditando nisso. Ele faz qualquer coisa pelos amigos.”

“No início da animação de João Frango, todos nós achávamos que ele não era lá muito inteligente, mas Ash e Chris nos fizeram mudar de idéia, e exploramos mais o seu lado inocente”, explica Nash. “Ele não é burro; mas tem sabedoria.”

O animador que passou mais tempo conhecendo João Frango foi Chad Stewart. “No início da produção, fizemos vários testes de como cada personagem iria se locomover”, relembra ele. “Durante um bom tempo, nosso desafio foi tornar cada pingüim diferente, já que eles são todos tão parecidos na sua coloração. Com relação a João Frango, era a chance de extrapolarmos. Mais ou menos no meio do processo, começamos a trabalhar nas cenas de João Frango surfando, e a partir daí, as coisas mudaram muito e decolaram.”

Na verdade, Stewart foi o animador de personagem que chefiou todas as seqüências de surfe, sempre que algum personagem estava de pé sobre uma prancha. “Acho que uma boa seqüência de surfe requer três coisas: um bom animador de desempenho, que entenda bastante de peso, locomoção e física; um técnico de alto nível que entenda tudo sobre a ferramenta técnica da onda que criamos; e alguém que saiba surfar”, explica Stewart. “E embora não estejamos surfando pra valer, temos de passar impressão de que nossos personagens realmente poderiam ser surfistas profissionais. E para conseguir isso, passamos várias horas assistindo a imagens de Kelly Slater dando aéreos, vendo como Rob Machado parece flutuar sobre a parede da onda, e outras manobras certas e erradas.”

Com relação à animação física, Stewart afirma que cada personagem surfa em um estilo diferente, de acordo com um mestre de carne-e-osso do esporte. Por exemplo, a equipe de animação assistiu a imagens da lenda do surfe de ondas grandes, o shaper Greg Noll, como referência para Big Z – chegando até a imitar o estilo de Noll na animação do personagem Z. Da mesma maneira, toques de Kelly Slater podem ser vistos no surfe de Cadú Maverick, assim como elementos de Sunny Garcia no jeito de Tank pegar onda.

Por outro lado, Stewart encontrou uma inspiração pouco comum para o estilo de surfe de João Frango: roller disco. “Eu assisti ao filme Ritmo Alucinante (Roll Bounce) e achei que seria divertido se João Frango dançasse, quebrando tudo sobre as ondas”, conta. “Esse longa e outros clipes nos deram, de cara, o estilo do nosso filme.”

Obviamente, isso também queria dizer que para animar bem as cenas de surfe, os animadores – como Stewart havia mostrado – tinham também que ser bons surfistas. “Eu sempre surfei bastante e ainda surfo razoavelmente bem”, afirma. “Fui surfar algumas vezes com a equipe e um dia na água, com todo mundo surfando junto, muda muito a sua visão de tudo.”

Obviamente, isso é só a animação física. Como Stewart mencionou, os animadores também tinham que ter um talento especial para a animação técnica – uma vez que a prancha se movimenta na onda, e “uma onda se desloca no espaço de 15 a 30 km/h”, aponta Stewart. “E, além disso, o personagem precisa interpretar, há conflitos ocorrendo naqueles momentos. Então, além de surfar bem sobre a prancha, você tem que cativar o público. Você precisa ser técnico o suficiente para usar as ferramentas de criação de ondas – mas sabendo que o que você fizer afetará a água. Tivemos uma grande interação entre o layout, a animação e os efeitos – até mesmo uma onda simples podia trazer enormes desafios.”


SOBRE AS ONDAS

Desde o início, ficou evidente que para que "Tá Dando Onda" fosse a maior onda, era essencial que as ondas em si fossem tão incríveis quanto Cadú e os outros habitantes da Ilha Pingú. Dezenas de artistas talentosos, incluindo o supervisor de efeitos visuais, Rob Bredow, o supervisor sênior de animação, David Schaub, o chefe de layout, James Williams, o montador, Ivan Bilancio, e o produtor digital, Chris Juen, analisaram vídeos, estudaram referências científicas e até fizeram aulas de surfe enquanto aplicavam seu talento artístico considerável à árdua tarefa. Eles também filmaram os campeões de surfe Kelly Slater e Rob Machado atrás da autenticidade desses profissionais. “Animar um surfista é inerentemente complicado, pelas suas manobras e por estarem inseridos em um cenário em movimento, que freqüentemente persegue o surfista através da onda”, explicou Schaub. “Tudo o que o surfista faz é avançar com a prancha e prancha desliza sobre a onda, que também está se deslocando no espaço. Ou seja, são muitas as variáveis.”

“Se estivéssemos animando uma pista de esqui ou uma trilha de snowboarding, já seria um enorme desafio”, acrescenta Schaub. “Mas pegamos todos esses movimentos e os colocamos em um cenário também em movimento, e com isso, seguimos o surfista de perto pela onda ao longo de toda a tomada. Eles não podiam estar fora de sintonia.”

“Como o surfista e a água se afetam mutuamente, grande parte do nosso trabalhou agora é algo do tipo ‘o ovo e a galinha’, já que ninguém pode dizer o que veio primeiro”, explica o supervisor de efeitos visuais, Rob Bredow. “Por conta disso, começamos a construir as nossas ferramentas bem antes do que normalmente faríamos – coisas como uma versão primitiva do rastro deixado pela prancha na onda, um esboço da espuma branca, um conjunto de ferramentas para bloquear as tomadas – até aperfeiçoarmos tudo.” Os artistas dos vários departamentos desenvolveram uma familiaridade recíproca muito maior, compartilhando a sua experiência adquirida em produções live-action da Imageworks. “Toda a equipe realizou um trabalho magnífico, e acredito que isso transparece nas telas.”

Como as ondas são tão essenciais à ação quanto às vidas dos personagens, o desenhista de produção, Paul Lasaine determinou que elas deveriam transmitir um impacto emocional além do possível transmitido unicamente através do fotorrealismo. “Com o título 'Tá Dando Onda' queremos despertar nos surfistas uma vontade incontrolável de ir pegar onda outra vez”, explica ele.

O processo começou com a equipe da Sony Pictures Imageworks estudando cenas registradas por grandes artistas como o renomado diretor de fotografia, John-Paul Beeghly, e o fotógrafo de natureza, Frans Lanting, para que entendessem o que torna cada onda única. Eles mergulharam na filmografia em vídeo de lendas do surfe, como Greg Knolls, Sunny Garcia, Rob Machado e Kelly Slater. Assistiram aos melhores documentários do esporte como "The Endless Summer" (1966), "Step Into Liquid" (2003), "Second Thoughts" (2004) e "Riding Giants" (2004) a fim de entenderem melhor o esporte e as características comuns a todos esses títulos. Eles se familiarizaram com picos lendários do surfe, como Teahupo’o, no Taiti, Maverick’s, no norte da Califórnia, Banzai Pipeline, no Havaí – e as equipes dos especialistas em iluminação adotaram os nomes de ondas famosas.

Para passar a sensação real de se estar pegando uma onda, a maior parte da equipe de "Tá Dando Onda" também se matriculou em escolinhas de surfe e filmou horas de imagens de surfe como uma referência em vídeo. Bredow até arriscou uma caída junto com Cortez Bank, onde ondas gigantes quebram sobre uma cadeia de montanhas submarinas a 160 km da costa de San Diego, na Califórnia.

Bredow e o produtor digital, Chris Juen, foram os encarregados de colocarem a tecnologia a serviço da arte. Erick Miller, um dos chefes de desenho de ondas da Imageworks, chefiou o desenvolvimento do sistema de animação que tornou possível animar as cenas de surfe, uma tarefa complexa que exigiu um ano até a sua conclusão. John Clark liderou a equipe de animação de onda que tornou tão perfeito o resultado final. “Nós queríamos as ondas dessem a sensação de serem reais, que tivessem uma aparência realista e, por isso, sempre tratamos as ondas como um personagem como qualquer outro do filme”, afirma Bredow. “Cada uma pode ser controlada e iluminada através de uma combinação de controles artísticos fisicamente corretos para cada elemento.”

Para imprimir um último toque de realismo, o maior campeão do surfe, o surfista Kelly Slater, visitou o estúdio para comentar as versões apresentadas pelos animadores do estúdio para o seu habitat natural. Com uma caneta pilot na mão, ele indicou suas sugestões na tela, e os artistas incorporaram suas dicas ao produto final. “Eu assisti a uns dois segundos e vi que era perfeito”, afirma Slater. “Certas coisas nos despertam uma sensação de que se algo estiver errado, você vai saber que está errado, mesmo sem entender exatamente por quê.”

Bredow afirma que o tempo passado com Slater foi valioso. “Aprendi muito com ele, e deixei que ele desenhasse e nos mostrasse exatamente onde ainda precisávamos nos concentrar mais. Isso sem contar o fato de ser bem divertido sentar ao lado do Kelly Slater para assistirmos às nossas ondas e ouvi-lo dizer, ‘é, ficou maravilhoso’.”

Grande parte da animação do filme exigiu a criação de novas tecnologias, já que cada onda era criada a partir do fundo junto ao assoalho oceanográfico. “As ondas fizeram com que os artistas criassem basicamente todo um personagem que o pessoal do layout pudesse animar e com o qual a equipe de efeitos pudesse trabalhar. Ou seja, a onda é, de fato, um personagem que já passou por três departamentos até chegar às mãos da equipe de efeitos”, explica o supervisor de animação, Chad Stewart. “Isso é um pouco apavorante, mas funcionou muito bem no filme.”


SOBRE O DESENHO

O mundo de "Tá Dando Onda" se estende muito além das ondas, é claro. A areia precisa reagir quando um personagem anda sobre ela, e ainda precisa levar em conta muitos outros fatores decorrentes do seu grau de umidade. As árvores e folhas precisam interagir levemente com a brisa tropical. E isso precisa estar em cena atrás do que está sendo filmado em primeiro plano.

O desenhista de produção, Paul Lasaine, conta que ao contrário da maioria das produções de animação para o cinema, o conceito de "Tá Dando Onda" exigia um desenho de um mundo absurdamente realista. “Muitos filmes digitais optam por um estilo de animação bidimensional e antiquado”, afirma ele. “Com 'Tá Dando Onda' tivemos de tomar justamente o caminho oposto – tivemos de criar uma pseudo-realidade. Não queríamos deixar as pessoas na dúvida se tínhamos filmado pingüins de verdade, mas se o mundo de 'Tá Dando Onda' é um documentário, e por isso era muito importante criar o visual certo dos documentários.”

Lasaine afirma que para conseguir esse visual de um mundo em estilo realista, a equipe de desenho mirou em 70% de realismo – extrapolando a realidade em uns 30%. “Uma das coisas que fizemos foi pegar objetos conhecidos e brincar com sua forma de uma maneira sutil. Por exemplo, há muito bambu no filme. Na vida real, o bambu é super ereto e se curva junto aos nódulos; nós extrapolamos um pouco essa curvatura, mas mantivemos as texturas.”

Outra maneira através da qual os cineastas conseguiram criar o visual de reality show é através do uso de “imagens de arquivo”. A Imageworks conseguiu esse feito através da manipulação da animação para lhe dar uma aparência do preto-&-branco dos anos 20, depois as primeiras cores nas décadas de 50 e 60, os super-8s da década de 1970, os 16mm dos anos 80, até os vários tipos de imagens mais atuais. “Nós acrescentamos distorções na objetiva, ajustes de foco imprecisos, granulações, profundidade de campo limitada, e todas as outras características dos documentários em virtude do modo como são filmados”, comentou Bredow. “E as imagens noturnas também têm maior granulação, pois é sempre assim quando um documentário usa o mesmo tipo de filme para gravar de dia ou de noite.”

Curiosamente, o mesmo nível de exigência e perfeccionismo investido na criação das imagens entrou em ação no momento de degradá-las numa segunda instância. “Foi bem divertido acrescentar todo o tipo de coisas que o departamento de efeitos visuais demora horas para remover”, atesta Bredow.

As tomadas naturais foram mais um dos recursos que deram ao filme uma textura de documentário. A equipe da Imageworks tentou reproduzir com perfeição os movimentos sutis e imprevisíveis das câmeras portáteis, mas seus esforços nunca estavam à altura de seus altos padrões de autenticidade. Então, eles resolveram criar um novo sistema de câmera live-action – um setup que eles apelidaram de “HandeeCam” em homenagem à popular filmadora da Sony – para “filmar” uma cena animada. Um operador de câmera filmava com uma filmadora de verdade, enquanto um sistema de captura gravava seus movimentos que eram então direcionados a uma câmera virtual com a verdadeira tomada. A fim de garantir que os resultados tivessem o clima ideal, eles usaram uma filmadora Sony DXC-M3A, a câmera mais usada pelos documentaristas de 20 anos atrás. Como o modelo está fora de linha desde 1989, o supervisor de layout, James Williams, adquiriu o equipamento através do eBay.

“Foi a primeira vez que um filme de animação de camera motion usou imagens reais filmadas,” afirma Williams. “O processo funcionou tão bem, inclusive plasticamente, que acabou sendo usado na maior parte do filme.”

O departamento de layout precisou ser criativo no posicionamento das câmeras e na escolha das objetivas, assim como uma equipe de filmagem live-action precisa ser, mas com o desafio extra de casá-los imperceptivelmente com a animação. Mais uma vez, foi benéfica essa troca entre as equipes de animação e de efeitos digitais já que os cenários e ambientes podiam ser produzidos em colaboração com os animadores.

Até nos tubos de lava, a Imageworks desenvolveu um percurso virtual para a câmera que segue um curso diferente das câmeras que acompanham Lani e Cadú despencando tubo abaixo. “O objetivo da cena era recriar o medo e a emoção de se descer numa montanha-russa, mantendo a sensação da filmagem com uma câmera de verdade”, explicou Williams. “Para conseguir isso, o primeiro trecho do percurso de Cadú e Lani foi esboçado pelo departamento de layout, incorporando as emoções dos storyboards. Depois, vinha o posicionamento de câmera. Para dar a essas tomadas a aparência mais realista possível, o departamento de layout precisou construir tubos de teste que dessem aos personagens e à câmera uma superfície de trabalho – em outras palavras, a câmera estava lá, deslizando ao lado dos personagens!”

“A seqüência dos tubos de lava é a única que realmente demonstra o que nós podemos fazer com a câmera na animação digital”, conta o produtor Christopher Jenkins. “A seqüência é completamente inesperada, o que é parte da diversão – e como espectador, você é levado junto com Cadú e Lani enquanto eles descem por aquele tubo.”

Outras inovações visuais são ainda mais sutis, embora igualmente eficazes. Uma delas foi a simulação de uma câmera numa caixa à prova d’água que podia trabalhar submersa da maneira que os artistas de layout quisessem. Outra imitava uma câmera barata montada diretamente sobre uma prancha de surfe, levando o público direto para o centro da ação.

Obviamente, embora Lasaine e sua equipe tenham optado por um desenho para "Tá Dando Onda" o mais real possível, eles também sabiam que o mundo que criaram era habitado por pingüins (além de uma ave marinha e um frango). “Nós nos perguntávamos, ‘Se você fosse um pingüim, o que poderia construir?’ Nada, é claro – pois, não teria mãos. Qualquer coisa construída não poderia ter um nível muito alto de sofisticação. Também, pelo fato de viverem numa ilha, eles dispõem de uma quantidade limitada de materiais de construção – têm pedras, bambus, folhas, conchas e madeira, e só. Por causa disso, quase todas as suas construções são estruturas temporárias.”

Obviamente, os animadores tiveram a chance de exercitar seus músculos criativos: o bar – visto somente ao fundo – foi construído a partir do esqueleto de um tubarão.

“A equipe de desenvolvimento visual nos deu ambientes sensacionais, cheios de cores, texturas e profundidade”, conta o chefe de layout, James Williams. “Nós construímos maquetes em 3D, e então, o departamento de layout definiu quais locações seriam usadas nas filmagens.”

A criação da selva foi um desafio em particular. “Os cenários na mata foram os mais complexos do filme”, afirma Williams. “Milhares de plantas tiveram de ser inseridas manualmente para criar aquela atmosfera orgânica e verdejante. Então, para impedir que os personagens esbarrassem nas plantas, a maior parte do paisagismo final foi feita depois de concluída a animação.”

Lasaine afirma que para conseguir isso, a equipe de desenho construiu uma “estufa digital” a partir da qual os animadores podiam testar várias árvores, flores, trepadeiras e heras. Partindo de apenas cinco plantas diferentes, os animadores conseguiram criar uma selva viva, onde parecia que cada árvore era única.

Informações do Press Book fornecido pela distribuidora.


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