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Longe do Paraíso
(Far from Heaven, França, EUA, 2002)


por Rubens Ewald Filho

Chega com muito atraso este filme que deu uma indicação ao Oscar de atriz para Julianne Moore e foi muito elogiado pela critica americana. Mas para mim é uma decepção (Julianne Moore levou também o prêmio de melhor atriz em Veneza). O filme pretende ser uma homenagem aos filmes de Douglas Sirk na Universal, nos anos 1950, em particular ''Tudo o que o Céu Permite'', em que Jane Wyman fazia uma viúva que tinha um caso com um jardineiro mais novo, no caso Rock Hudson. O namoro causava escândalo da cidade local.

Tudo procura relembrar a fotografia e o estilo da época, as roupas, o colorido, a cenografia. Mas a história pretende ser mais chocante: Julianne faz a mãe de família ingênua e bondosa, exemplar e modelo, que entra em crise quando encontra o marido, Dennis Quaid (em bom momento apesar de algumas desmunhecadas desnecessárias e até ofensivas), beijando outro homem em seu escritório. Ele procura ajuda de um psiquiatra, mas está mais do que consciente de que é homossexual e está em ponto de ebulição, bebendo demais.

Ela se abre, por acaso, com o jardineiro da casa, vivido por Dennis Haysbert, o que acaba provocando escândalo e fofocas a ponto da personagem de Julianne ficar mal vista e até repudiada. O filme me incomoda por ser por demais artificial, fake, falso, tudo é de mentira, postiço, começando pelo figurino que parece coisa de drag queen, tirado do armário. Tudo engomadinho, sem um momento de humanidade, sentimento, verdade.

O personagem do marido é menos ruim porque o diretor Todd Haynes (''Velvet Godlmine'') é gay e entende do assunto. Mas a coitada da Julianne age sem sentido ou lógica, posando mais que atuando. A verdade é que mesmo na época, ou principalmente na época, uma dona de casa normal jamais agiria como ela e iria até em boates de negro. Tudo é muito bonito visto agora, mas na época não era assim que funcionava , nem ela faria isso (a não ser que estivesse apaixonada pelo cara, mas esse seria outro filme).

É verdade que a fotografia é caprichada que a trilha musical até tenta emular as dos anos cinqüenta (foi também indicado aos Oscars de fotografia, roteiro e trilha musical, de Elmer Bernstein). Por causa justamente do visual e da pressa em reabilitar o diretor Sirk, é provável que a crítica reaja favoravelmente. Mas foi mal de bilheteria fora e agradou apenas ao público gay.





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