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XUXA EM UM SONHO DE MENINA

(Xuxa em um Sonho de Menina, Brasil, 2007)

APRESENTAÇÃO

Dona da maior média de público na retomada do cinema nacional (2,5 milhões por filme) e bilheteria acumulada, a apresentadora Xuxa Meneghel estréia seu novo longa-metragem: "Xuxa em Sonho de Menina", o 17º de sua carreira. Trata-se da primeira parceria cinematográfica da Xuxa Produções com a Conspiração Filmes na realização de longas-metragens (a produtora já assinara o DVD "Xuxa Só Para Baixinhos 7", no início de 2007). A co-produção é da Globo Filmes e da Warner Bros. Pictures.

A atriz e apresentadora já totaliza mais de 35 milhões de espectadores desde 1983, ano de sua estréia no cinema. Em 1988, a apresentadora estrelou seu primeiro longa ("Super-Xuxa Contra o Baixo Astral"). Sua maior bilheteria é "Lua de Cristal" (1990): 5 milhões de expectadores. Contando apenas os seus filmes, Xuxa soma um público de 27,9 milhões.

Quando tinha 10 anos de idade, Xuxa sonhava ter um passarinho azul. Apesar de ter ouvido de sua mãe que, infelizmente, isso não seria possível, ela não desistiu do sonho e continuou acreditando, até que um dia um passarinho azul de verdade entrou pela janela da sua casa e passou a fazer parte da família. O acontecimento – marcante na vida da apresentadora – é usado como ponto de partida de "Xuxa em Sonho de Menina", que lida justamente com uma das maiores convicções de Xuxa: a importância de acreditar nos sonhos para que eles se realizem.

"O mais importante era fazer um filme com uma mensagem para as pessoas refletirem. Ou seja, você tem que correr atrás dos seus sonhos, mas também prestar atenção nos sinais que surgem no caminho. A pessoa precisa saber se ela tem vocação para o que quer", diz Xuxa.

No novo filme, Xuxa interpreta uma professora do interior, Kika, cujo sonho é ser atriz. Incentivada por sua melhor amiga, Lara, que a acompanha desde a infância, a personagem decide ir ao Rio de Janeiro fazer um teste para uma novela. Um mal-entendido, porém, separa as duas amigas e Kika, sozinha numa rodoviária, encontra um grupo de crianças que estão indo de ônibus para o Rio fazer uma importante prova de matemática. Kika acaba embarcando no ônibus e a viagem é o pano de fundo para muitas aventuras e descobertas. Um feitiço faz Kika voltar a ser criança – e ela passa a conviver com as travessuras infantis dos meninos e meninas num hotel de beira de estrada.

O roteiro é de Flavio de Souza, responsável pelo enredo de outros filmes da apresentadora, como "Xuxinha e Guto Contra os Monstros do Espaço" (2005), "Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida" (2004) e "Xuxa Abracadabra" (2003), além da peça teatral "Fica Comigo Essa Noite" (1988). Seu texto ganhou vida pelo olhar do diretor Rudi Lagemann, o “Foguinho”, convidado pela Conspiração Filmes especialmente para o projeto.

"Entendo o cinema como um produto da fusão entre arte e tecnologia, que nasceu com a vocação popular. Somente assim ele é sustentável. A Conspiração me convidou para participar do filme dentro de um projeto de trabalhar este conceito de cinema popular com as características que definem a atividade da empresa: cuidado com a produção, esmero técnico, não economizar na contratação de talentos, enfim, entregar um produto bem realizado", diz o diretor, que trabalhou em mais de 20 filmes até assinar seu primeiro longa-metragem, "Anjos do Sol" (2006) – que recebeu prêmio de público no Festival de Miami e três Kikitos no Festival de Gramado, incluindo o de melhor filme (dividido com "Serras da Desordem", de Andrea Tonacci) e o de melhor roteiro.

O papel de Kikinha, a versão infantil da protagonista, coube a Letícia Botelho, que no cinema já participara dos longas-metragens "Ouro Negro" (2006) e "Fica Comigo Essa Noite" (2006), além de apresentar o programa "Janela Janelinha", na TVE. Para realizar as cenas, Letícia contou com uma intensa preparação ao lado do diretor e de Xuxa, a quem teve que observar buscando captar tanto o gestual como a forma de falar da apresentadora. "Ficar com a Xuxa, brincar com o Foguinho e com as crianças foi muito divertido", diz a jovem atriz, de 8 anos de idade. "Acho mais difícil a cena em que você não fala, mas tem que gravar as expressões, porque você não pode abrir a boca para falar. Você tem que falar com o rosto", continua.

O elenco conta ainda com Betty Lago (no papel de Pandora Raquel, poderosa produtora de TV), Ilana Kaplan (a Tia Memélia, que cuida das crianças na viagem), Alice Borges (Lara, a melhor amiga de Kika), Serjão Loroza (o motorista Jeandro) e Marcelo Adnet (Elói, o faz-tudo do hotel). E com as participações especiais de Dirce Migliaccio (a avó de uma das meninas da excursão), Letícia Spiller (mãe de Kika, quando criança), Milton Gonçalves (diretor da escola onde ela trabalha) e a humorista Alexandra Richter (uma produtora de elenco).

No elenco infantil, destaque para a estreante em cinema Maria Clara David, que anteriormente havia feito participações em comerciais e programas de TV, como "Zorra Total", "Sob Nova Direção" e "Linha Direta", da TV Globo. Ela interpreta Glorinha, uma menina que é pressionada pelos pais a perseguir um futuro que não é exatamente o que ela sonha para si mesma. “O filme fala sobre isso também. Você tem que pensar se está correndo atrás do sonho certo ou se aquele não é, por exemplo, apenas o sonho que o seu pai ou a sua mãe querem para você”, diz Xuxa.

Carlos Casagrande vive Ricardo, o par romântico de Xuxa, e conduz a mensagem ambiental do filme. Ele interpreta um biólogo e secretário do meio ambiente de Quimera, uma cidade fictícia onde as pessoas têm consciência ecológica e cuidam de tudo para não agredir o planeta. “A Xuxa é uma pessoa muito tranqüila. É muito gostoso trabalhar com ela”, diz Casagrande. Para o ator, o diretor Foguinho tem muita paciência e tranqüilidade para lidar com crianças. “Sua sensibilidade é muito grande. Ele passa tudo o que quer do ator de uma maneira muito clara. Primeiro, deixa você à vontade para fazer o que tem na cabeça, e depois molda.”


SINOPSE

Kika (Xuxa Meneghel) é professora de matemática numa pacata cidade de interior e acalenta o sonho de ser atriz. Incentivada por sua amiga de infância, Lara (Alice Borges), ela resolve participar de um teste de elenco no Rio de Janeiro. Após perder sua carteira e ter uma pequena desavença com Lara, Kika se vê na rodoviária sozinha e sem um tostão no bolso. A professora é abordada então por uma simpática vovó, a Vozinha (Dirce Migliaccio), que a convida a embarcar no Stromboli – ônibus que está levando sua neta (Raquel Bonfante) e outras seis crianças para fazer uma prova de matemática no Rio. Kika faz amizade com as duas e enquanto espera a partida do ônibus, adormece. No sonho, começa a receber os sinais que vão lhe apontar o seu futuro.

A começar por uma reportagem na TV em que Lara e Pandora (Betty Lago), uma poderosa produtora de TV, estão pedindo informações sobre seu paradeiro. Assustada, e temendo a presença da polícia na rodoviária, Kika aceita um bolinho mágico oferecido pela Vozinha, cujo efeito a torna criança novamente. E assim, já como Kikinha (Letícia Botelho), se junta à turma do Stromboli.

Guiados pelo aloprado motorista Jeandro (Serjão Loroza) e pela rigorosa coordenadora da excursão, Tia Memélia (Ilana Kaplan), também estão no ônibus os pestinhas Olavo (Luan Assimos), MP9 (Gabriel Lepsch) e Batata (Victor Andrade) e as patricinhas Glorinha (Maria Clara David), Thayane (Gabrielly Nunes) e Vanessa (Isabela Cunha). Mas o motor pifa e a trupe é obrigada a passar uma noite num hotel de beira de estrada – gerenciado pelo estabanado Elói (Marcelo Adnet). É ali que os personagens vão viver suas aventuras mais divertidas e, alguns deles, vão conhecer um pouco mais de si mesmos.

A história se desenvolve em meio a mensagens positivas sobre questões ecológicas, pano de fundo do romance entre Kika e o ambientalista Ricardo (Carlos Casagrande). Numa viagem simbólica, que nem sempre precisa trilhar estradas reais, Kika aprende que, mais do que a chegada, é preciso estar atento aos caminhos escolhidos. E também que é importante acreditar nos sinais que a vida oferece para que o verdadeiro sonho de cada pessoa se realize.


A PRODUÇÃO

A maioria das cenas de "Xuxa em Sonho de Menina" foi rodada em locação, na capital e no interior do Estado do Rio de Janeiro, com apenas dois dias de filmagem realizados em estúdio. Locais conhecidos dos cariocas, como o Teatro Glauce Rocha, no Centro, e o Parque Lage, além do Hotel Le Canton, em Teresópolis, foram redecorados e serviram de cenário para a história. O Jockey Club, situado na Zona Sul do Rio, foi transformado em rodoviária e, para parecer um terminal de cidade pequena, apenas uma pequena parte do saguão central em que ocorre a bolsa de apostas foi utilizado. É neste momento do filme que acontece a transição da realidade para o sonho e vice-versa. Desta forma, o espaço teve de ser decorado de duas formas diferentes, com o objetivo de distinguir ambos os universos. "Criamos duas versões para cada placa de aviso da rodoviária. As do mundo real eram mais caretas, quadradonas, e as do sonho mais arredondadas", lembra o Diretor de Arte Daniel Flaksman.

Foi um casarão no Alto da Boa Vista que recebeu os principais cenários do filme, com o objetivo de gerar a atmosfera “cartunesca” do Hotel Paratodos. “O hotel é o maior cenário, em termos de conceitos, pois tivemos que modificar a fachada, a recepção, o refeitório, o hall de escada, os corredores, os quartos”, conta Flaksman.

Cada um dos aposentos foi ornamentado com objetos estranhos, ordenados de maneira improvável. A idéia era trazer “piadas visuais” para que o ambiente parecesse, de fato, um sonho. “Colocamos um quadro de cabeça para baixo, um livro de registro gigante... tem uma parede com vários relógios, sendo que os ponteiros não andam e cada um marca um horário diferente. Por que eles não andam? Porque o tempo está parado”, explica.

A um dia do início das filmagens, o diretor Rudi Lagemann já sentia a habitual apreensão que antecede o início da produção de um longa-metragem. “Estamos ansiosos, num ritmo alucinado de preparação, uma equipe imensa de artistas e técnicos ensaiando, concebendo coreografias, confeccionando figurinos, construindo cenários para chegarmos nesta hora mágica que é a de entramos no set e podermos dizer a palavra bendita: ‘Ação!’”, disse o diretor, à época, ressaltando que a filmagem é, em todos os seus aspectos, um momento de muito prazer. “Sinto-me um privilegiado. Adoro filmar, resolver problemas típicos de uma filmagem, trocar idéias, dirigir atores, escolher ângulos de câmera. É muito prazeroso conviver com pessoas bem-humoradas e inteligentes, e o cinema proporciona isto”, completa.

A preparação do elenco durante a pré-produção ajudou para que todos estivessem afinados na hora de rodar as cenas. Xuxa participou ativamente dos ensaios. “Gosto muito de ensaios porque neles trocamos idéias e, de forma consistente, construímos o andamento dramático de uma narrativa cinematográfica. Os adultos e crianças ensaiaram com a Xuxa. Estes ensaios foram marcados pela diversão e profissionalismo e todos contribuíram para caracterizar seus personagens e dar ritmo interno às cenas”, diz Foguinho.

O set de "Xuxa em Sonho de Menina" foi marcado pela presença diária de muitas crianças. Além do elenco infantil, em muitas ocasiões filhos de integrantes da equipe eram convidados para assistir às filmagens. Isto tornava o ambiente um local descontraído, o que acabava contagiando os adultos. “A gente vira meio moleque mesmo, se divertindo como eles se divertem”, confirma o ator Serjão Loroza. “Eu gosto muito de estar em contato com as crianças porque elas trazem uma energia nova para o set”, completa Dirce Migliaccio. Na hora das cenas, no entanto, o trabalho era levado com muita seriedade. “A gente brincava todos os dias e nos ensaios era bagunça o tempo todo, mas na hora da cena era concentração total”, conta Maria Clara David, que interpreta Glorinha.

Passadas as quatro semanas no set, ficou a certeza de que o trabalho fora bem-realizado, apesar do pouco tempo para cumprir o cronograma. Para o diretor, o profissionalismo de sua equipe e a serenidade de Xuxa foram fatores determinantes para o bom ambiente das filmagens. “A grande dificuldade foi o tempo exíguo para a preparação e filmagem. A equipe soube transformar, com criatividade e talento, tal dificuldade em diferencial de qualidade”, elogia. “O que poderia tornar-se um processo tenso, transformou-se em algo prazeroso. E muito disso se deve ao espírito brincalhão e pacífico da Xuxa”, completa.


EFEITOS ESPECIAIS

Os efeitos visuais foram elaborados e executados pela equipe de pós-produção da Conspiração Filmes, em parceria com a Megacolor, sob a supervisão de Cláudio Peralta e Adenilson Muri Cunha, dois especialistas na área. “Já começamos o processo sabendo em que cenas atuaríamos na história. Nosso principal trabalho era imprimir um caráter mágico e fantasioso em pontos específicos do filme. São efeitos sutis e bonitos, agradáveis tanto para os adultos como para as crianças”, conta Peralta.


MÚSICA

Ary Sperling assina a produção musical e trilha sonora do filme, cujo tema “Sonho de Menina (Eu Acredito)” é uma parceria dele e de Vanessa Alves, que já participaram de outros projetos da apresentadora, como o DVD "Xuxa Só Para Baixinhos 7". “A música foi baseada no roteiro e os elementos que a Xuxa pediu foram: falar sobre a imaginação, o poder de acreditar nas coisas e correr atrás dos seus sonhos, prestando atenção nos sinais. Parece uma coisa óbvia, mas muita gente não se dá conta das circunstâncias da vida”, resume Ary.