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HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES

(Houve Uma Vez Dois Verões, Brasil, 2002)




 Tiago Henrique de Melo em 13/09/2003
Finalmente se produziu um filme para jovens no Brasil! O milagre foi concebido por Jorge Furtado, famoso escritor e roteirista de trabalhos para a televisão. Sua primeira incursão pela sétima arte como diretor veio com o jovial e descompromissado ?Houve Uma Vez Dois Verões? (idem, Brasil, 2002), que tem como principal objetivo atingir uma parcela do público completamente ignorada pelo cinema nacional nos últimos anos. O roteiro do filme é o seguinte: Chico (André Arteche, em bom desempenho) e Juca (o fraco Pedro Furtado) são dois jovens que estão passando férias no litoral do Rio Grande do Sul no início da baixa temporada. Seus objetivos são idênticos: paquerar garotas e de quebra perder a virgindade. Quem se dá melhor é Juca, que em um fliperama acaba conhecendo a desinibida Roza (Ana Maria Mainieri, linda e charmosa). Logo no primeiro encontro os dois acabam transando, mas a sorte de Juca acaba mudando. Dias depois Roza aparece dizendo que está grávida, e a garota irá aparecer e desaparecer da vida do rapaz por muitas vezes até o próximo verão. Ok, apesar da empolgação para com o filme, seus defeitos não podem deixar de ser lembrados. Todo rodado com câmera digital, a imagem não é das melhores. Outros aspectos técnicos como fotografia, cenografia e som também deixam bastante a desejar. Além disto os poucos 75 minutos de projeção deixam a produção um tanto apressada. Mas tudo isto não apaga o brilho da fita. A direção segura e precisa de Jorge Furtado, o bom entrosamento da dupla André Arteche e Ana Maria Mainieri e o roteiro inteligente, jovem e divertido garantem a satisfação de qualquer um. O filme também pode ser considerado bastante realista. Afinal, que outro jovem nunca viveu um amor de temporada? Ou qual jovem atualmente não se preocupa com o fantasma da virgindade? Estes e outros pontos são discutidos pelo filme com muita sagacidade e competência, dando um panorama muito real e interessante sobre os jovens brasileiros. Além disto, o filme ainda tem situações bastante engraçadas sem serem apelativas, como insistem em fazer os filmes americanos no mesmo estilo. Enfim, mais um ótimo filme desta nova safra do renovado cinema nacional. É uma pena que a fita tenha feito uma carreira tão curta e apagada nos cinemas. Quem sabe em vídeo e dvd o filme encontre mais facilidade de ser assistido e apreciado por uma parcela maior do público brasileiro. Cotação: ***1/2 (Muito Bom) Cinema+Brasil+Juventude = Amadurecimento!